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Prof. Anderson Bezerra




Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Tarde te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei – falava Santo Agostinho, referindo-se ao próprio Deus. Da mesma forma muitos de nós, oriundos da geração que tem uma imagem deformada a cerca do casamento, podemos também dizer “Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova”. Sim, até porque o matrimônio católico é um SACRAMENTO, ou seja, é sinal visível de Deus com os esposos. Não é um contrato de partilha de vida e de bens, como no civil; mas no matrimônio católico se faz aliança de corpo e alma entre os cônjuges e com Deus. A aliança não é entre os esposos, apenas, mas sobretudo com o Esposo, Cristo.

E esse pequeno trecho do louvor que S. Agostinho faz a Deus se encaixa tão perfeitamente no matrimônio nos dias de hoje! Ó, o matrimônio é uma beleza, tão antiga, porém, tão nova. Sabe-se da sua importância, da sua graça, da sua magnitude, da sua profunda união com o próprio Cristo. Porém, parece tão nova, afinal, é possível que encontremos casais que contraíram matrimônio há anos e ainda não sabem o que é. O matrimônio é um mistério, claro, só o entenderemos na vida eterna. Afinal, que poderá compreender em plenitude dois formarem uma só carne em união com o próprio Deus? Como compreender que apesar das misérias humanas, este matrimônio é o testemunho vivo da fidelidade e do amor de Cristo para com a Igreja? Como que Deus pode confiar a nós que herdamos a morte de eva, a graça de sermos co-criadores, sendo fecundos, abertos ao dom da vida, povoando a terra. A fecundidade no matrimônio – e principalmente a graça específica da maternidade – é uma demonstração escancarada da infinita Misericórdia de Deus. Aos desobedientes Deus lhe impõe a santa obediência de povoar a terra. Olhem pra Eva e vejam a Misericórdia de Deus sobre ela: ela trouxe a morte à terra por sua desobediência, mas a Misericórdia de Deus lhe concede a graça de ela trazer a vida pela maternidade. Conseguem compreender? Ela abriu a porta da morte, mas Deus lhe deu a maternidade para trazer a vida. Deus poderia ter lhe dado a desgraça da infertilidade; mas não, Deus lhe fez fecunda e lhe incumbiu de gerar para povoar a terra.

Hoje, no entanto, são tantas Evas que tem fechado essa porta da Misericórdia de Deus (maternidade) e expulsado a vida de seus úteros. Muitos não conseguem compreender a beleza do matrimônio, porque o Belo é a Vida, é Deus. Deus é belo. Deus é vida. E a vida que Deus faz gerar no útero da mulher tem sido expulsa e acabada. Como compreender a beleza do matrimônio se temos calcado aos pés seus santos frutos?

Beleza tão antiga e tão nova, eis o matrimônio católico. E eis que tarde se ama. Afinal, vemos sínodos dos Bispos e padres, pregadores, missionários, religiosos, religiosas, leigos, enfim, seja na mídia ou pessoalmente, sempre falando sobre o matrimônio. A Papa por meio do sínodo quer resgatar o valor e o profundo significado do matrimônio católico.

Oxalá tivéssemos amado essa beleza a mais tempo. Não falo dos nossos pastores (Papas), pois estes sempre falaram de sua beleza. Sempre nos alertou a Igreja – por meio dos Papas e/ou documentos – sobre a importância da vocação matrimonial na santidade e as drásticas consequências que seu dissolvimento (divórcio, por exemplo) traria para a sociedade e para a Igreja.

Afinal, muito se fala também da necessidade das vocações santas para a vida religiosa. Quem quer viver a virgindade hoje? Mas o sínodo dos Bispos discute sobre a família. Por quê? Por quê teremos a extraordinária graça da canonização dos pais de Santa Teresinha, Louis e Zélie Martin? Para nos mostrar o que é família. Resgatar os valores. A verdade é que nem mesmo muitos dos responsáveis pelos cursos de noivos sabem o que é o matrimônio. Talvez alguns padres não deem tanta importância e acabem aprovando e fazendo celebrações de qualquer jeito (aí entra a discussão da validade). Mas aí nós vemos duas raízes de um problema que tem minado a sociedade: um grupo considerável de pessoas não sabem o que é o matrimônio; e outro grupo considerável de pessoas, em suma também fazendo parte do outro grupo, se unem numa celebração sem preparação e com total relaxamento dos responsáveis. Perguntemos o que é matrimônio para muitos noivos que fizeram o curso, e talvez muitos responderão: seguir um costume da família que é católica; sempre foi assim; era um sonho da noiva. E os que tem uma caminhada razoável na Igreja talvez ainda acrescentem: pois após o casamento poderemos ter relações sexuais tranquilos, sem risco de pecar. Porém, é isso o matrimônio?

Quantos cursos de noivos em que só se fala lorota! Há até quem ensine a praticar métodos contraceptivos (e são abortivos, clique aqui e veja). Quantos que administram as paróquias só querem saber se pagarão a taxa, de resto “casa” tudo de qualquer jeito. Tem gente que nem católica é, pratica religiões que nem cristãs são, mas se casam. É preciso falar a verdade para o povo de Deus: devemos ensinar o que é o matrimônio. Até porque se não tem consciência do que se está pedindo pra Igreja, será que se recebe de fato?

Veja bem, por isso o Papa, juntamente com os Bispos e demais pessoas de boa fé, veem a necessidade de se voltar para a reflexão do que é o matrimônio. Afinal se não tem família santa, como virão jovens cristãos a assumir a vida religiosa? Falta padres? Claro, também falta pessoas que queira contrair matrimônio e serem abertos a vida e gerarem filhos para Deus.

Mas afinal, o que é este matrimônio católico, tão antigo, porém, tão novo? Ah meu irmão, eis uma vocação. E se Deus te chama a tal estado não exite. Se Deus te chama a outro estado de vida, não deixe de incentivar aqueles que são chamados ao matrimônio e nem deixe de rezar por eles.

Nosso Senhor Jesus Cristo ao ser indagado sobre o matrimônio, usando da criação do homem (Adão e Eva) disse: “Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” (Mateus 19,4-6). O Apóstolo São Paulo também vai falar algo muito profundo sobre o mistério do matrimônio na Igreja: “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Certamente, ninguém jamais aborreceu a própria carne; ao contrário, cada qual alimenta e trata, como Cristo faz à sua Igreja – porque somos membros de seu corpo. Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois constituirão uma só carne.” (Efésios 5,25-31) -

Portanto, podemos ver nessas passagens a grande beleza do que é o matrimônio. Não são duas pessoas, agora é uma só. Assim como na Missa não é mais pão e vinho, mas sim corpo e sangue de Cristo, no matrimônio não são duas pessoas distintas, mas uma só em Cristo. Por isso o que Deus une não podemos separar. É uma traição a aliança feita com Deus. Olhe pra uma aliança de casamento e lembre-se que a aliança foi feita com Deus, depois com o(a) esposo(a).

São Paulo manda os maridos amarem as esposas como Cristo amou a Igreja. Que grande mistério é ver a comparação desta grande obra de amor, este mistério por si só que é a união de Cristo com a Igreja, com a união do esposo com a esposa. E se meditarmos bem, nessa comparação os homens devem imitar Jesus Cristo. Nosso Senhor Jesus em relação a Sua Esposa (Igreja), segundo São Paulo, se entregou por Ela para santificá-la. Assim deve um marido fazer: se entregar no matrimônio para santificar sua esposa, pruficando-a, e nas cruzes do dia a dia, na fé que ambos alimentam para com Deus, lutando para fazê-la feliz e santa, entregá-la no fim da vida como uma mulher santa e virtuosa. Um homem que casa com uma mulher sem a intenção de fazê-la feliz e santa, não entendeu nada do que é o casamento. No casamento ninguém casa para ser feliz, mas para ao menos TENTAR fazer o outro feliz. E, claro, santificá-la. Da mesma forma a mulher; afinal, São Pedro fala em relação as mulheres cristãs que são casadas com homens sem a fé que “Se alguns não obedecem à palavra, serão conquistados, mesmo sem a palavra da pregação, pelo simples procedimento de suas mulheres, ao observarem vossa vida casta e reservada”(1PEdro 3,1-2). Por isso, muitas mulheres (homens também, mas principalmente as mulheres) gemem e sofrem pela conversão do seu conjuge. Mas pela fé, na persistência da oração, a glória de Deus se manifesta. Afinal, “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua família” (Atos 16,31).

Por isso, com coração exultante ao ver a Beleza do projeto de Deus a respeito do matrimônio, não temo em de ceta forma resumir o matrimônio nas seguintes palavras: um homem e uma mulher de Deus, quando se unem em sacramento, tornam-se deuses. Não no sentido de “auto-idolatria”, mas sim porque agora não são eles, mas, numa só carne, é Cristo que vive neles e por eles (cf. Gálatas 2,20). Uma só carne, com a carne de Cristo! Um só espírito com o Espírito de Cristo! Portanto, um filho de um casal, que comunga o Corpo e o Sangue de Jesus, herda o “dna” de santidade de Jesus.

Foi o próprio Jesus Cristo, nosso amado Deus, que nos afirmou: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim” (João 6,56-57). E Cristo não é homem para mentir (cf. Números 23,19). Portanto, um casal pela força do Sacramento do Matrimônio tem essa graça da presença de Cristo na família. Porém, um casal verdadeiramente católico vive essa graça em plenitude; uma vez que não se contenta apenas com a benção do matrimônio, mas comunga frequentemente do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Qualquer pessoa, de qualquer estado de vida, que comunga Jesus, em estado de graça, é Cristo que vive nela. Uma só carne, um só espírito. Portanto, meus amados, um casal unido em matrimônio que busca o esposo das almas, Jesus no Santíssimo Sacramento, caminha de graça em graça: suportará as cruzes e sofrimentos próprios do seu estado; terão o conforto do Cristo que se entrega por eles, animando-os a também fazerem o mesmo imitando Cristo; chegarão a santidade para o qual Deus os chama; e os filhos absorverão grande bem.

É exatamente por isso que vemos tantos jovens estragados pelo pecado. Os casais tem comungado Jesus ou o que? Veja bem, quando uma criança é formada no útero da mulher, esta criança herda o material genético de seus pais. Uma criança pode herdar doenças hereditárias. Até mesmo em relação ao espiritual. Uma criança surge da união do todo do homem com o todo da mulher. Da união de corpo e alma. No matrimônio há a graça. Mas superabunda em graça quando estes se alimentam do próprio Corpo e Sangue de Jesus. Se quando Comungamos a carne de Jesus está na nossa, e o sangue de Jesus no nosso; se é Ele que vive em nós; logo podemos concluir que quando um casal se une e gera uma criança, esta criança herda Jesus. Sim, herda a santidade de nosso Senhor Jesus Cristo. Se uma criança pode herdar uma doença, uma maldição (caso não tenha sido quebrada), como resistir em crer que a criança herdará a graça de Deus (claro que estará na graça propriamente dita pelo batismo)!

Por isso um matrimônio católico é belo porque estão unidos primeiramente com Deus. E os filhos são reflexos disso. Um homem que casa com uma mulher por amor a Deus; uma mulher que casa com um homem por amor a Deus. Buscam o matrimônio para serem unidos pela Misericórdia de Deus. E buscam rezar juntos todos os dias, quando possível, e sempre ir à Missa. Eis uma verdadeira família católica. E os filhos refletem isso, como disse, e posso testemunhar na família de católicos que conheço.

Os mundanos que esbanjam modernidade, que usam de tal e tal meio para evitar gravidez, que não vive a castidade no namoro, que vivem em adultério, que vivem o matrimônio só como busca de prazer sexual, que não se amam, etc., estes que estão usando preservativos e anticoncepcionais (que são potencialmente abortivos, diga-se de passagem), estes que acham que filho é cruz, etc., ah, estes não consigo contemplar uma felicidade plena. Talvez forcem algo, disfarcem bem. Mas, os que conheço que vivem aquilo que a Igreja prega: castidade no namoro, e fidelidade e fertilidade conjugal... Ah, meus irmãos amados! Quanta felicidade estampada no rosto. Em meio as cruzes, vejo a felicidade neles. Sabe por que? Porque descobriram que casamento é uma vocação, e não um mero contrato ou uma relação a dois (ou sei lá quantos como querem introduzir na sociedade) somente para prazer sexual. Não, meus irmãos, casamento é outra coisa.

Casamento é como o dos pais de Santa Teresinha, que viveram exatamente isso que falei: se casaram porque amavam a Deus. Após o matrimônio não trataram um ao outro como objeto sexual e/ou tentaram evitar filhos (se não existia métodos contraceptivos como hoje, existia práticas de aborto que algumas desnaturadas infelizes cometiam). Não, eles nunca buscaram isso. Sabe por que? Porque sabiam que tudo é pela graça de Deus. Como católicos que eram, viveram a fé. Iam a Missa, comungavam a Deus. Rezavam juntos. Quando vieram seus filhos, ou melhor, suas filhas, rezavam juntos. Todos unidos na família. Essa família podemos chamar de santa porque era uma família eucarística e mariana. Ó, que consolação. E como o amor de Louis e Zélie Martin por Deus refletiu nas filhas que Deus lhes deu: todas as cinco filhas que sobreviveram foram religiosas, dentre as quais a tão conhecida Santa Teresinha do Menino Jesus.

Querem mais Santas Teresinhas? Que tenhamos mais famílias como Louis e Zélie!

Eles souberam deixar Cristo fazer brilhar Sua Misericórdia em seu casamento. Afinal, se muitos hoje cobram divórcio e coisas do tipo, é porque não tiram sua força de Cristo. Ou porque casaram (ou não, caso o casamento seja nulo) por outros motivos, seja por beleza, interesse, ou outra qualquer, mas não o de amar a Deus e se santificar; ou porque no casamento não busca força em Cristo na Eucaristia. Por exemplo: muitos divorciados que estão em segunda união reclamam direito de comungar; porém, divorciados podem comungar, desde que não estejam em outra relação. Se não estaria comungando em pecado, pois segundo as palavras de Jesus está se cometendo pecado de adultério. E não só violando uma aliança com o conjuge, mas com Deus. Mas a pessoa normalmente não quer renunciar, pois coloca nessa pessoa uma segurança, uma felicidade (claro que muitas envolvem traumas do “casamento” passado). Mas por que falo isso? Falo porque a verdadeira felicidade é comungar Jesus. Santa Teresinha já falava “se Deus te consegue tirar da Comunhão ele já conseguiu tudo”. E você pode trocar de 1000 parceiros, sem a comunhão continuará sendo infeliz. Mesmo que sem poder você viesse a comungar, continuaria infeliz porque não receberia a plenitude das graças de Deus, mas antes estaria ofendendo mortalmente o Senhor por comungar em sacrilégio.

Um casal verdadeiramente católico deve viver no altar de Deus comungando o corpo e o sangue de Cristo e rezando o Rosário de Nossa Senhora. Afinal, se muitos casamentos desmoronam é porque, além do pecado mortal dentre os quais repito (anticoncepcional, camisinhas, etc.), é porque Jesus já disse: SEM MIM NADA PODEIS FAZER (João 15,5). Portanto, se estás a anos junto sem matrimônio, busque a graça de Deus. Se estás se preparando para casar, saiba que tem que ser por amor a Deus e se alimentar de Sua Carne e de Sua Palavra. Se está vivendo tribulação no matrimônio, imite Cristo na Cruz nos amando, na Sua Cruz, ame o Senhor amando a sua(seu) esposa(o). Rezem pelo menos o Terço todos os dias, de preferência juntos (casal e filhos, caso tenham). E sede testemunhas do amor de Deus neste mundo que, como diria o Papa Francisco, está sob a cultura do descartável.

Eis a beleza do matrimônio católico. Que Nossa Senhora proteja e guarde nossas famílias de todo mal e de todo pecado.
Nossa Senhora Rainha das Famílias, rogai por nós!
Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Jesus, Maria e José, nossa família Vossa é!

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MADRI, 21 Mar. 13 / 09:22 am (ACI/EWTN Noticias).- O cientista espanhol Emilio Jesús Alegre del Rey apresentou em Paris, com ocasião do Congresso Europeu de Farmácia Hospitalar, realizado do 13 ao 15 de março, uma rigorosa investigação sobre a pílula do dia seguinte (PDS), confirmando seu caráter abortivo.
Em seu Relatório sobre a pílula do dia seguinte, Alegre del Rey, farmacêutico especialista em Farmácia Hospitalar, concluiu que "a disponibilidade da PDS atenta contra a vida dos embriões ainda não implantados, supõe riscos para as usuárias, carece de benefícios em termos de redução da taxa de gravidez imprevista e aborto provocado, e ocasiona um gasto supérfluo".
O farmacêutico assinalou que "parece muito provável que a PDS atue parcialmente mediante mecanismos pós-fecundação que dariam conta, ao menos, de 30% -e possivelmente, de 50%- de seu efeito na diminuição das gravidez confirmadas".
"A negação do efeito pós-fecundação (abortivo) carece atualmente de base científica relevante e não é consistente com a melhor evidencia clínica disponível", assinalou.
Para o cientista, "o fato de que a PDS possa atuar parcialmente mediante mecanismos que causam a eliminação do embrião, supõe um dado de partida para a discussão ética e para as cláusulas de consciência, e deve ser comunicado aos profissionais".
"A eliminação do embrião ainda não implantado tem relevância ética e psicológica para as potenciais usuárias, muitas das quais manifestam que não tomariam um produto desse tipo", indicou.
Emilio Alegre advertiu que "resulta imprescindível" que as mulheres que poderiam recorrer à pílula do dia seguinte "sejam informadas, sem ambiguidades nem omissões, de que a PDS pode ter um efeito abortivo antes da implantação".
O farmacêutico acrescentou também que "existe evidência experimental de máximo nível que mostra que facilitar a disponibilidade da PDS não diminui a taxa de gravidez imprevista nem a de aborto provocado a nível populacional".
As afirmações de que a disponibilidade da pílula do dia seguinte, com ou sem controle médico, contribuiria para diminuir a gravidez imprevista ou abortos provocados "são contrárias à melhor evidencia científica disponível e supõem uma grave desinformação em matéria sanitária", assegurou.
Emilio advertiu também que a pílula do dia seguinte "supõe riscos para a saúde, e ainda mais quando se usa em populações escassamente representadas nos ensaios clínicos (como por exemplo, em adolescentes, mulheres com ciclos irregulares), em condições não provadas nos mesmos (administrações repetidas, mais ou menos frequentes), e/ou em pessoas com riscos específicos (alterações de coagulação, histórico de gravidez ectópica, salpingitis, interações, etc.)".
"A expansão atual da disponibilidade deste produto hormonal, sabendo que esta aumenta sua utilização, mas não contribui com benefícios e sim com riscos, parece uma decisão contraditória do ponto de vista da saúde pública, além das considerações éticas", assegurou.
Ao comentar esta investigação, a Dra. María Alonso, coordenadora da Área de Medicina de Profissionais pela Ética, assinalou que "a investigação do Emilio J. Alegre implica consequências bioéticas evidentes já que ao ter a PDS um efeito abortivo, devemos afirmá-lo com claridade".
"Na Espanha a sua distribuição continua sem limite de idade nem prescrição médica, o qual resulta uma barbaridade do ponto de vista médico e bioético", denunciou.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=25131
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Cristãos perseguidos no Iraque. Foto Faceboo Amigos do Iraque.
ROMA, 27 Fev. 15 / 10:25 am (ACI).-
Desde a violenta entrada em Mosul (Iraque) no meio de 2014 que acarretou o êxodo de dezenas de milhares de cristãos e yazadis, a comunidade internacional foi testemunha dos crimes cometidos pelo Estado Islâmico (ISIS), que continua expandindo o seu califado no Oriente Médio e no norte da África, ante a passividade do Conselho de Segurança da ONU que não se decide a enviar uma força internacional para enfrentar estes extremistas.
 
Esta “atitude da ONU e de toda a comunidade internacional frente aos assassinatos e crimes do ISIS é péssima e muito estranha, como se não se importassem com os cristãos do Oriente”, declarou ao Grupo ACI o católico caldeu Raad Salam Naaman, catedrático universitário e doutor em Filologia Árabe e Estudos Islâmicos.
 
 
Raad Salam, que nasceu perto de Mosul e é refugiado político na Espanha desde 1991, pediu que não se chame de “Estado” a “este bando de assassinos e ladrões”. O ISIS, afirmou, é “fruto da chamada ‘Primavera Árabe’, um dos tantos erros do Ocidente, que apoiou estas revoltas e protestos realizados pelos radicais islâmicos vinculados aos Irmãos Muçulmanos para acabar com os governos dos ditadores leigos árabes”.
 
Como se recorda, em 2010 ocorreram sublevações populares que destituíram os ditadores da Tunísia (Ben Ali), Egito (Hosni Mubarak), Líbia (Muamar Gadafi) e do Iêmen (Ali Abdullah Saleh), mas que não conseguiu derrotar a Bashar Al-Assad na Síria.
 
Entretanto, isto desencadeou a guerra civil que já ocorre há cinco anos na Síria; o atual conflito na Líbia, onde há dois governos –um reconhecido internacionalmente e outro jihadista situado na capital Trípoli-; instabilidade política no Iêmen com uma forte presença da tropa xiita dos huties; e a constante ameaça dos Irmãos Muçulmanos de retomar o poder no Egito para impor a lei islâmica.
 
Além disso está a instabilidade política no Iraque, agravada pela retirada das tropas norte-americanas entre 2010 e 2011.
 
Este cenário foi aproveitado pelo grupo terrorista Al Qaeda, cuja facção no Iraque decidiu em 2010 se estender até a Síria e posteriormente separar-se do grupo fundado por Osama Bin Laden, criando o “Estado Islâmico do Iraque e Síria” (ISIS). Logo depois da tomada de Mosul em 2014, o líder do ISIS, Abu Bakr al-Baghdadi, proclamou o califado nos territórios controlados em ambos os países.
 
Ao longo destes meses a imposição da Sharia, as perseguições de cristãos –com o assassinato de crianças, destruição de igrejas e escravização de mulheres-, e o avanço territorial, encorajou os grupos radicais de outros países a juntar-se ao ISIS, como Ansar al Sharia na Líbia, país onde foram decapitados os 21 cristãos coptos.
 
“Este bando ISIS é uma grande ameaça para a nossa civilização ocidental e é um perigo para o futuro dos nossos direitos humanos, para a liberdade e a democracia que a sociedade ocidental conseguiu depois de uma luta de séculos”, advertiu Raad Salam.
 
“Portanto –afirmou-, Ocidente deve corrigir os seus erros e acabar com este bando radical islâmico de assassinos. A atitude da ONU e de toda a comunidade internacional frente aos assassinatos e crimes do ISIS, é péssima e muito estranha, como se não se importassem com os cristãos do Oriente, não se importassem com a expansão e o crescimento deste bando”.
 
Nesse sentido, o perito católico coincidiu com o chamado do Secretário de Estado Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, que advertiu que o avanço do califado da Líbia exige “intervir logo, mas qualquer intervenção de tipo armado” deve ser feita sob o mandato da ONU.
 
“Bombardear os locais do ISIS não termina com este bando de criminosos, o que os EUA e a ONU têm que fazer é um chamado para formar uma coalizão, um exército, de todos os membros da ONU para atacar e acabar com o ISIS e seus seguidores, por terra e com um exército firme, é a única solução”, concluiu Raad Salam.
 
As declarações do perito chegam no contexto dos sequestros em massa dos cristãos no nordeste da Síria e que, segundo as últimas informações, superariam as 260 pessoas. Nesse sentido, teme-se que o ISIS realize uma execução em massa, tal como ocorreu faz umas semanas nas costas de Líbia
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Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Há quem diga que o Carnaval nasceu de uma maneira sadia. Algumas fontes dizem que era a festa da carne; onde se comia carne numa “despedida” ao se iniciar o tempo de Quaresma que é um tempo de Oração, Jejum e Sacrifício. Porém, o Carnaval pode até ter nascido bom, mas hoje é a grande festa da carne humana, dos pecados carnais, de toda espécie de vícios e desgraças. O Carnaval é a festa da carne, é a festa do pecado, é a festa de satanás, é a festa do inferno. Sim, pois se no início a intenção não era fazer uma festa pagã, mas sim algo com um quê de cristianismo, devemos lembrar que satanás “veio para roubar, matar e destruir” (cf. João 10,10). E o Carnaval é justamente isso: a festa onde o diabo rouba as almas de Deus, matando-as com o veneno do pecado mortal para as destruir eternamente no inferno.

Há quem pense que estou exagerando nas minhas palavras; porém devemos lembrar que o Carnaval é sim o tempo em que mais Nosso Senhor é ofendido. E, como diria Santa Faustina, mesmo conhecendo a Misericórdia de Deus é de se admirar que Deus ainda deixe a humanidade existir. Há cristãos (até mesmo, infelizmente, do clero) quem não veem mal algum nas pessoas pularem carnaval – mesmo que num pulo destes caia no inferno eternamente. Mas devemos lembrar que nem todo aquele que diz que Jesus é o Senhor entrará no reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de Deus (cf. Mateus 7,21ss). E o que se faz no Carnaval é vontade de Deus? Se fulano ou ciclano fala que pode e até mesmo incentiva que se festeje no carnaval, lembre-se que mesmo dentro da Igreja há inúmeros lobos que querem destruir as ovelhas.

Se A ou B fala que se pode pular no Carnaval, quero que nos questionemos: o que os santos da Igreja Católica falaram sobre o Carnaval? Aliás, não só os santos bradavam contra o Carnaval, mas até mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo se queixou a seus místicos sobre as terríveis ofensas que sofre nestes dias de trevas; em que as pessoas adoram a carne, a criatura ao invés do Criador. Em outras palavras, fazem de si mesmos e ao demônio de seus senhores.

Antes de citar a opinião dos santos, comecemos pelo que está na própria Sagrada Escritura: “Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!” (Gálatas 5,19-21) Eis o carnaval purinho descrito por São Paulo. Aliás, isso é praticado durante todo ano; mas como estamos numa era pagã, o Carnaval é a época do “intensivão” onde se praticam todo tipo de ofensa a Deus de maneira mais ainda aberta e em maior número. “Não persistais em viver como os pagãos, que andam à mercê de suas ideias frívolas.” (Efésios 4,17)

Infelizmente muitas pessoas têm insistido em viver como os pagãos. A própria Sagrada Escritura condena as obras da carne em que adorarão nos carnavais, mas muitos hipócritas continuam buscando a felicidade no passageiro, e não no Eterno, que é Deus, o único que pode dar a verdadeira felicidade que não passa na Quarta-feira de cinzas. Sendo assim, deste São Paulo até os dias de hoje o católico verdadeiro deve travar uma batalha contra todo tipo de vício e pecado, e não ser como os mornos hipócritas que dizem “isso não é mais pecado; isso era antigamente, agora são novos tempos”; pois, diga-me com sinceridade: se Cristo viesse hoje pregaria um Evangelho diferente? Com certeza não. São Paulo já disse: “Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade” (Hebreus 13,8).

Portanto, segue algumas condenações feitas pelos santos da Igreja Católica e/ou revelações do próprio Senhor aos seus eleitos:

“Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Santo Afonso Maria de Ligório - Meditações).

“O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.
(São Vicente Ferrer)

“Certa vez, em tempo de Carnaval... Jesus se me apresentou após a santa comunhão na figura de um ECCE HOMO (“eis aqui o homem”, Jo 19,5), carregando sua Cruz, todo coberto de chagas e contusões. E brotando, de todo o seu corpo, seu Sangue adorável. Com uma voz dolorosamente triste, dizia: ‘Não haverá ninguém que tenha piedade de Mim e queira compadecer-se e tomar parte em minha dor vendo o lastimoso estado em que Me põem os pecadores, sobretudo neste tempo de Carnaval?” (Santa Margarida Maria, Autobiografia, capítulo 9)

“9/02/1937. Terça-feira gorda. [Nestes] dois últimos dias de carnaval tive a experiência da enorme torrente de castigos e pecados. O Senhor me deu a conhecer, num instante, os pecados do mundo inteiro cometidos neste dia. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia de Deus, me admirei que Deus permita que a humanidade exista. E o Senhor me deu a conhecer quem sustenta a existência da humanidade: são as almas escolhidas. Quando se completar o número dos escolhidos, o Mundo cessará” (Santa Faustina – Diário nº 926)

Jesus disse à Santa Gertrudes de Helfta, 1302 “Se desejas aliviar minha dor, deves suportar uma dor e colocar-te à minha esquerda”... "meu coração como figura visível do meu amor pelos homens. Agora dou Minha face como figura visível da minha dor pelos pecados da humanidade... quero a comunhão reparadora na terça-feira do carnaval”.

É saliente lembrarmos que Santa Catarina de Sena se referia ao Carnaval dizendo entre soluços: “Óh! Que tempo diabólico!” Já Servo de Deus, João de Foligno, chamava o Carnaval de “Colheita do inferno”. Então fica evidente que um Católico jamais pode passar um carnaval em um lugar assim.

Como um católico deve passar o tempo de carnaval? Os próprios Santos explicam. Aliás, o próprio Jesus falou ao coração da Irmã Lúcia, vidente de Nossa Senhora em Fátima, que se tornou religiosa Carmelita. Nos escritos da religiosa encontramos instruções que devemos seguir. Lembro aqui que alguns dos santos citados aqui viveram há muito tempo, e já naquela época o carnaval era uma grandiosa fonte de danação das almas no inferno. As revelações de Jesus à Irmã Lúcia, citadas adiante, são de antes da primeira metade do século passado. Na própria Aparição de Nossa Senhora em 1917, onde a Virgem fala à Beata Jacinta que os pecados que mais levam almas para o inferno são de impureza; se Ela disse aos três, após mostrar o inferno a eles, que MUITAS almas vão para o inferno por não haver quem reze e se sacrifique por elas... Repito: MUITAS almas vão para o inferno... SE Jesus mostrou pra sua serva, Beata Ana Maria Taigi, que as almas caíam no inferno como flocos de neve ao nevar, imaginem como é nos dias atuais! Se o Carnaval do início do século passado e há séculos atrás já levava tamanha condenação, imagine no carnaval dos dias de hoje em que cada vez mais se aumenta a prostituição. Imagine a quantidade de almas que são condenadas nos carnavais do Rio de Janeiro, Salvador, e demais festas mundanas. Quantas crianças e jovens perdendo a pureza ao assistir desfiles prostituídos de escolas de samba com toda nudez explícita. Imaginem quantas e quantas pessoas condenadas por conta da impureza! Imagine! Não só no tempo do carnaval, pois aqui no Brasil é festa da exaltação dos pecados da carne o ano inteiro. Ó meus irmãos, que terrível! Que triste! Que desgraça para esta nação! Durante todo ano milhares de pessoas são condenadas ao inferno por conta da impureza! Orai e vigiai não só no tempo de carnaval, mas durante todo o ano. Durante toda a sua vida seja de Jesus e não do pecado.

Mas enfim, o que Jesus revelou à Sua Serva, Irmã Lúcia? Ela conta-nos nos seus escritos: “...Nosso Senhor está descontente e amargurado com os pecados do Mundo e com os de Portugal, queixando-se da falta de correspondência, vida pecaminosa do povo, em especial da tibieza, indiferença e vida demasiado cômoda que levam a maioria dos sacerdotes, religiosos e religiosas. É limitadíssimo o número das almas com quem se encontra na oração e no sacrifício. Em reparação por si e pelas outras nações, Nosso Senhor deseja que em Portugal sejam abolidas as festas profanas nos dias de Carnaval, e substituídas por orações e sacrifícios, com preces públicas pelas ruas.” Nosso Senhor Jesus Cristo ainda falou essas palavras na alma da Irmã Lúcia: “Se o Governo português, em união com o Episcopado, ordenasse, para os próximos dias de carnaval, dias de oração e penitência, com preces públicas pelas ruas, suprimindo as festas pagãs, atrairiam, sobre si e sobre a Europa, graças de paz.”

É assim que um Cristão deve viver o Carnaval: rezando e reparando! Mas prestemos atenção no seguinte detalhe: infelizmente o que nós vemos é completamente o contrário do que Jesus pediu à Sua Serva. O povo continua pecando (hoje muito mais do na época em que ela escreveu); os cristãos são tíbios, ou seja, mornos, indiferentes, relativistas, etc.; e, infelizmente, muitos sacerdotes e religiosos e religiosas são cômodos. Muitos padres não denunciam mais os pecados da carne. Há quem diga que carnaval é evento cultural. Esses dias circulou uma notícia de padres (não sei se Católicos Romanos) que foram pra escola de samba. Ó, um sacerdote que deve salvar as almas, pulando e se alegrando com o que arrasta milhões de almas para o quinto dos infernos! Que comodismo! Que terrível!

Jesus também pede para que o Governo Português – e aqui subtende-se os governantes de todo mundo onde se ofende a Deus –, juntamente com o Episcopado, ou seja, os Bispos, proclamasse dias de oração e penitência, com preces públicas pelas ruas, suprimindo, ou seja, abolindo as festas pagãs. E o que vemos? O que temos visto é o Governo Brasileiro investindo MILHÕES nos desfiles, nas micarês e demais eventos diabólicos. O Governo financia, seja pela verba para acontecer o evento, seja pela distribuição de meios para que se peque. O Governo gasta milhões com distribuição de camisinha, banalizando o sexo transformando-o em algo para se divertir, tirando todo o seu sentido. A libertinagem é financiada pelo Governo. Como a camisinha não impede doenças nenhuma, a paga pelo pecado vem depois com várias doenças sexualmente transmissíveis que se disseminam durante este tempo. Culpam a Igreja por proibir o uso da camisinha, porém, é o governo com seus métodos mundanos que tem transformado o sexo em algo banal propagando doenças e destruição de almas. Usem castidade e as doenças cessarão! O Governo também financia o aborto. Sim, o próprio Governo dá as pílulas do dia seguinte que são abortivas. Após uma relação sexual com um cara que nunca viu na vida a moça toma a pílula e, muitas delas, nem sabem que estão matando seus filhos pois a pílula age após a fecundação do óvulo pelo espermatozoide. Assim como a própria pílula anticoncepcional tem efeito abortivo. Clique aqui e saiba mais. Enfim, o Governo com os organizadores das festas propagam o mal: sexo, luxúria, drogas, aborto, doenças, suicídios, mortes no trânsito, assassinatos, e tudo que lúcifer gosta... E o Episcopado? Que que tem mesmo? Aé, Jesus pede pros Bispos ordenar dias de oração e penitência... É verdade. Bom, o que falar... É... Isso! Isso expressa tudo: SILÊNCIO! Os nossos pastores, em sua maioria, se calam (pelo menos de maneira a ecoar as suas vozes). Ah inclusive quem incentive e ache baboseira tudo que escrevo e as citações dos santos. Eu não falo aqui dos Bispos com críticas como muitos rad-trad fazem, mas humildemente, meus queridos pais na fé, vós, pela missão que Deus vos confiou, não podem se calar. Não podem simplesmente ser dos que não incentivam ir ao carnaval... Ora, muitos ateus também fazem o mesmo. Que recompensa merecemos? É preciso, como diz São Paulo, não ter cumplicidade com as obras infrutíferas das trevas, mas, pelo contrário, condená-las abertamente (cf. Efésios 5,11). É preciso, como diz Jesus, incentivar a oração e a penitência durante este tempo. Claro, durante todo ano precisamos rezar e fazer penitência. Sei que talvez Bispo algum leia isso, talvez um ou outro padre. Mas, queridos pais na fé, Padres e Bispos, alertem os fiéis sobre os lobos. Não sejamos nós lobos. Pois se poupamos o lobo, deixando que este venha e devore as ovelhas a nós confiados, somos demônios piores que estes. Sou leigo, e como leigo também devo reza, reparar, denunciar o pecado... Mas a força da minha voz é muito menor do que o poder do Espírito Santo quando um Bispo ou um padre abre a boca pra falar a vontade de Deus.

Falo tudo isso porque ao ler essas palavras dos escritos de Irmã Lúcia, meu coração se entristece, pois vemos, como diria a Beata Elena Guerra, o espírito de satanás triunfar na pervertida sociedade. E como diria o Papa Leão XIII “a audácia dos maus se alimenta da covardia e da omissão dos bons”. E também a a própria Irmã Lúcia falando de sua experiência íntima com o Senhor, falava: “Desgosta-se, às vezes, não só pelos grandes pecados, mas também pela nossa frouxidão e negligência em atender aos Seus pedidos. […] São muitos os crimes, mas, sobretudo, é muito maior agora a negligência das almas de quem Ele esperava ardor no seu serviço”. (Irmã Lúcia)

À Santa Maria Cecília, +1929, Jesus disse: “O mundo ofende-me (no carnaval). Os religiosos esquecem-me... sua piedade é superficial... seu amor, sem profundeza. Sou tão sensível a um amor desinteressado!” “Procuro amor . Sou tratado como um ser ausente ... Deixa-me dar-te todo o meu amor. Tenho necessidade de dar-me todo inteiro ”

Não sejamos negligentes, tíbios, frouxos. Mas pelo poder do Espírito Santo profetizemos ao mundo a vontade de Deus! Sede santos, humanidade pervertida, converta-se e seja santos! Essa é a vontade de Deus! “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo!” (Lev. 19,2)

“Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum! Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gn 2,24). Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito. Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.” (1Corintios 6,15-20)

E a Palavra para este tempo de Carnaval, caros irmãos em Cristo, é exatamente esta: “SE VIVEMOS PELO ESPÍRITO, ANDEMOS TAMBÉM DE ACORDO COM O ESPÍRITO.” ( GÁLATAS 5,25)

E que nesses dias passemos diante do Santíssimo Sacramento. Que possamos rezar o nosso Rosário e, unido ao Imaculado Coração de Maria, possamos desagravar a Nosso Senhor. Por isso, façamos procissões, vamos aos eventos católicos (Rebanhão, por exemplo) com imagens, camisa de Nossa Senhora, estejamos com nosso Terço na mão rezando, para que almas se salvem. Que o bom Deus nos preserve em Sua graça, e que a Misericórdia de Cristo alcance a todos.


Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe! Viva Cristo Rei!



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Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Da narração evangélica do martírio de São João Batista podemos meditar em três pontos importantes para a nossa vida de conversão. Muitas vezes focamos apenas no fato de que João denunciou o pecado de Herodes e, em consequência de falar a a verdade, foi decapitado. Mas o texto é muito profundo. E talvez, sem sabermos, estamos no mesmo pecado de Herodes e Herodíades. E não estou me referindo ao adultério.

“[...]Pois o próprio Herodes mandara prender João e acorrentá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado. João tinha dito a Herodes: 'Não te é permitido ter a mulher de teu irmão'. Por isso, Herodíades o odiava e queria matá-lo, não conseguindo, porém. Pois Herodes respeitava João, sabendo que era um homem justo e santo; protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado. Mas, mesmo assim, de boa mente o ouvia.
Chegou, porém, um dia favorável em que Herodes, por ocasião do seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte, aos seus oficiais e aos principais da Galiléia. A filha de Herodíades apresentou-se e pôs-se a dançar, com grande satisfação de Herodes e dos seus convivas. Disse o rei à moça: 'Pede-me o que quiseres, e eu te darei'. E jurou-lhe: 'Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja a metade do meu reino'. Ela saiu e perguntou à sua mãe: 'Que hei de pedir?'. E a mãe respondeu: 'A cabeça de João Batista'. Tornando logo a entrar apressadamente à presença do rei, exprimiu-lhe seu desejo: 'Quero que em demora me dês a cabeça de João Batista'. O rei entristeceu-se; todavia, por causa da sua promessa e dos convivas, não quis recusar. Sem tardar, enviou um carrasco com a ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi, decapitou João no cárcere, trouxe a sua cabeça num prato e a deu à moça, e esta a entregou a sua mãe. Ouvindo isso, os seus discípulos foram tomar o seu corpo e o depositaram num sepulcro.” (Marcos 6,17-29)

O primeiro ensinamento que podemos tirar deste trecho é: não nos basta saber a verdade, devemos tomar posse dela; devemos renunciar o pecado. Herodes sabia da verdade proclamada por São João Batista, porém, não renunciou a vida de pecado. João afirmou a Herodes que ele (Herodes) não podia ter a mulher de seu irmão. A Palavra que lemos diz claramente que Herodes ficava embaraçado quando João Batista pregava. Todos quando estamos no erro e vem um profeta e nos apresenta a luz da verdade, ficamos embaraçado.

Mas Herodes não teve aquele primeiro momento de embaraço e depois bateu no peito pedindo perdão ao Senhor. Não. Ele – aparentemente - continuou mantendo relações com Herodíades que alimentou um ódio mortal por João Batista por este ter dito a verdade. E mesmo Herodes respeitando João, sabendo que ele era um homem santo e justo, mandou prender João instigado por Herodíades (isso é uma evidência que mesmo após João Batista falar do adultério, mantiveram a relação pecaminosa).

Ora, não nos basta ir pra encontros, ouvir pregações, músicas, e continuar na vida de pecado. Veja, Deus vai falar por meio de várias pessoas. Muitas vezes vamos ficar embaraçados, mas, muitas vezes, após aquela pregação, aquele livro, aquele texto, simplesmente dizemos “fulano é radical demais. Deus é amor”. Porém o próprio Deus disse “Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos Céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam” (Mateus 11,12). Como assim os violentos? Fazer violência a si mesmo pra lutar contra o pecado. Pra ser santo. Pois o próprio Deus disse em Levítico 19,2 “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”. Não nos basta apenas chamar Jesus de Senhor, como afirma Lucas 6,46: “Porque me chamais: Senhor, Senhor... e não fazeis o que digo?”.E o que Jesus nos diz? Eis o ensinamento de Jesus: “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: fazei penitência e crede no Evangelho” (Marcos 1,15); “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, irá recobrá-la” (Mateus 16,24-25). Herodes quis salvar a sua vida... A sua vida de pecado, de amente de Herodíades; já João, não quis salvar a sua vida e deixou ser sacrificado, mas não negou, não deixou de anunciar a verdade. E vale lembrar que aqui não há meio termo: “Dizei somente: 'Sim' se é sim; 'não' se é não. Tudo o que passa além disso vem do Maligno” (Mateus 5,37).

Hoje o convite do Senhor é para que renunciemos o nosso pecado e tomemos posse da vida da graça. O que há de pecado na sua vida? Renuncie! São diversas as passagens em que o Senhor nos chama a renúncia e a mudança de vida. Mas quero lembrar de uma frase do Apóstolo São Paulo: “Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado” (Hebreus 12,4). Tentações sempre teremos, mas devemos ser fortes em Deus. Devemos resistir. Não podemos ser “cristãos gabriela” dizendo “eu nasci assim, eu cresci assim...” Chega! Conversão! Crede no Evangelho e convertei-vos! Não basta conhecer a verdade, não basta conhecer Jesus de uma maneira superficial. Jesus não vale a pena, Jesus vale a vida! Jesus e o nosso tudo. Por isso deves renunciar tudo – TUDO MESMO – aquilo que não é do agrado de Deus na nossa vida. Pois como vai dizer São João da Cruz, se estamos presos por uma corda muito grossa ou por um fino fio de cabelo, estamos presos do mesmo jeito. Que sejamos livres em Deus. Presos somente no coração de Jesus e Maria.

O segundo ensinamento que tiramos desta passagem é: devemos renunciar a gula, bebedeiras e danças mundanas. No versículo 21 em diante vemos que Herodes foi comemorar seu aniversário e, para desgraça total, deu uma grande festa mundana. Regada, com toda certeza, a muita bebida e comida. A gula é um grande mal, combate a virtude da Temperança e anda de mãos dadas com a luxúria. Quem come exageradamente mais frágil fica na sua sexualidade e pode pecar contra a castidade. Sim, pois quem está no pecado da gula come por prazer puro e simples, e, prazer por prazer, logo se vê mais mergulhado em maus lençóis.

Da mesma forma a bebedeira. Beber não é pecado, porém, a embriaguez é (Como bem podem ver neste video “Beber é pecado? [Bebida Alcoolica e Embriaguez/Alcoolismo]). E sabe-se que a bebida aumenta o libido, ou seja, desejo sexual. Como queremos viver a santidade se somos uns beberrões? Uma pessoa com o vício da bebida começa muito a ser tentado na sua sexualidade. Fica sem forças para lutar contra o pecado. Assim como especialistas dizem que uma pessoa embriagada não tem seus reflexos 100% para poder dirigir; uma pessoa neste estado não consegue ver uma mulher passar e não pecar ao menos no coração. Lembro que há anos atrás vi uma reportagem que perguntava para vários jovens nas noites o porquê bebiam antes de fazer uma contada nas mulheres. A resposta era praticamente a mesma: para ter coragem de chegar, ficar mais relaxado... A bebida dá essa sensação, e, para os mundanos, fará com que concinta e tente transformar em ato aquilo que já gerou em seu coração. Virtude atrai virtude; pecado atrai pecado. Temperança atrai santidade, castidade; Embriaguez atrai morte, impureza...

E aqui no contexto de Herodes vale muito, pois este pecou porque provavelmente já devia estar cheio da “marvada” e foi olhar um espetáculo de dança indecente. Uma mulher formosa, porém, insensata, destroi com reinos inteiros. Uma mulher instigada pelo demônio mostrando sua sensualidade tem destruído tantas e tantas famílias. “Um anel de ouro no focinho de um porco: tal é a mulher formosa e insensata” (Provérbios 11,22). E a Palavra de Deus vai dizer ainda: “Toda mulher que se entrega à devassidão é como o esterco que se pisa na estrada.”(Eclesiástico 9,10)

Herodes não deveria ter cometido o vício da Intemperança. Foi guloso. E depois, mesmo que não tivesse bebido, jamais deveria estar assistindo tal espetáculo: uma mulher dançando sensualmente. A própria Palavra diz que a filha de Herodíades dançou com grande satisfação de Herodes e dos convidados, portanto, essa dança foi inspirada pelos mais podres espíritos infernais. Pois se satisfez Herodes que teve coragem de ter a mulher de seu próprio irmão; se contentou os convidados que em geral deviam ser todos romanos, imagine o tipo de gente: só pessoas que cometiam os mais luciferinos pecados da carne, pois moral sexual era algo que não existia para este povo.

Assim devemos renunciar a essas danças indecentes. São Francisco de Sales dizia: "As danças e os bailes são coisas de si inofensivas; mas os costumes de nossos dias tão afeitos estão ao mal, por diversas circunstâncias, que a alma corre grandes perigos nestes divertimentos. Dança-se à noite e nas trevas, que as melhores iluminações não conseguem dissipar de todo, e quão fácil que debaixo do manto da escuridão se façam tantas coisas perigosas num divertimento como este, que é tão propício ao mal. Fica-se aí alta hora da noite, perdendo-se a manha seguinte e conseguintemente o serviço de Deus. Numa palavra, é uma loucura fazer da noite dia e do dia noite, e trocar os exercícios de piedade por vãos prazeres. Todo baile está cheio de vaidade e emulação e a vaidade é uma disposição muito favorável às paixões desregradas e aos amores perigosos e desonestos, que são as conseqüências ordinárias dessas reuniões. Referindo-me aos bailes, Filotéia, digo-te o mesmo que os médicos dizem dos cogumelos, afirmando que os melhores não prestam para nada" (OS BAILES E OUTROS DIVERTIMENTOS PERMITIDOS, MAS PERIGOSOS - CAPÍTULO XXXIII São Francisco de Sales [1567-1622], do livro Filotéia.) (Grifos meu). No Diário de Santa Faustina encontramos um episódio de sua vida pouco falado, mas que, no entanto, nos mostra com profundidade o mal dos bailes e danças mundanas: “[...]Quando todos se divertiam a valer, a minha alma sentia [tormentos] interiores. No momento em que comecei a dançar, de repente, vi Jesus a meu lado, Jesus sofredor, despojado de suas vestes, todo coberto de chagas e que me disse estas palavras: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?” (Diário nº9) Vejam, muitos que até frequentam isso sentem o mesmo que Santa Faustina: tormentos interiores; pois o Espírito Santo mesmo suscita em nossos corações que estes não são lugares que um Cristão deva frequentar. Mas a santa (vale lembrar que este foi o fato que lhe fez se converter verdadeiramente e ir pro convento) ao invés de sair do local inapropriado – talvez por respeito humano pelas amigas que estavam na festa – começou a dançar. E logo que começa a dançar aparece Jesus Cristo flagelado e nú. A nudez de Jesus em Sua Paixão sempre nos recorda que ele sofreu esta humilhação em reparação as imodéstias da carne (pessoas que ficam pouco ou nada vestidas). Basta Faustina começar a dançar. A dança – como se vê nos bailes – ofendem a Jesus. Comete-se e/ou leva outros a pecar pelo olhar, a desejar, etc. Assim como aconteceu a Herodes que, embrigado pela luxúria exitada por uma dança, prometeu dar a “pombagira” (demônio ligado aos pecados da carne) o que ela lhe pedisse. Jesus mostrou como os bailes e as danças indecentes ferem o Seu Coração. Portanto, renunciemos a esta prática.

Portanto, não só devemos renunciar frequentar tais lugares, e não dançar danças indecentes que incitem o pecado no outro; mas guardar nosos olhar. Santo Antão dizia “basta um olhar impuro para se abrir as portas do inferno”. E conhço gente que não se conforma que em tratados de teologia moral, certo autor escrever que ficar olhando para uma pessoa que se tem atração sexual é pecado. Ora, aqui não é olhar pra uma pessoa da qual eu esteja “gostando”, mas olhar pra quem gera em mim atração sexual forte. Se eu me sinto impelido a cometer pecado ao ver tal pessoa, eu mortifico o olhar evitando olhar pra tal pessoa, ou fico olhando? Bom, Herodes olhou e... deu pecado. Sempre há pecado nesses olhares maliciosos. Repito “Ainda não tendes resistido até o sangue na luta contra o pecado” (Hebreus 12,4). Jesus disse “Se teu olho te é causa de queda, arranca-o e lança fora; pois te é melhor entrar no Reino de Deus só com um olho, do que com dois ir para o inferno”. Ora, aqui não é arrancar o olho físico, mas buscar não olhar aquilo (ou aquele/aquela) que me leva a pecar no coração. Antes de Herodes cometer adultério com Herodíades, com certeza ele olhou e a desejou (e vice-versa). Antes dele prometer dar o que fosse para a filha de Herodíades, ele olhou e desejou a criatura na dança. Portanto, olhos no chão ou no Céu, nunca nas pessoas de forma impura. Não to dizendo que não devemos olhar mais para as pessoas, mas se olhar para tal pessoa gera em mim sentimentos desordenados, melhor é evitar olhar do que abrasar-se (ou consentir no coração, que já pecado). Pois como a própria Palavra de Deus diz: “Não lances os olhos para uma mulher leviana, para que não caias em suas ciladas. [...] Não detenhas o olhar sobre uma jovem, para que a sua beleza não venha a causar tua ruína. Nunca te entregues às prostitutas, para que não te percas com os teus haveres. Não lances os olhos daqui e dali pelas ruas da cidade, não vagueies pelos caminhos. Desvia os olhos da mulher elegante, não fites com insistência uma beleza desconhecida. Muitos perecem por causa da beleza feminina, e por causa dela inflama-se o fogo do desejo.” (Eclesiástico 9,2-8)

A terceira lição que tiramos do martírio de João Batista é: devemos guiar nossos filhos para o Céu, não para o inferno. Jesus Cristo disse que o demônio veio para matar, roubar e destruir (João 10,10). Portanto, Herodíades instigando a própria filha a conseguir o assassínio de João Batista, por causa de seus interesses, está ensinando a filha a fazer a vontade do diabo que é matar – como aconteceu –, roubar e destruir.

Antes de falar da mãe que ensina o errado aos filhos; quero falar de como esta filha de Herodíades se parece com nossa juventude atual. Já vai dizer o ditado popular que mente vazia é oficina do diabo. Aquela jovem era tão vazia, tão vazia, que além de conseguir algo pela dança (como vimos algo imoral), após receber de Herodes a promessa de dar a ela o que quisesse, nem que fosse metade de seu reino, o que a jovem fez? Ela poderia assegurar seu futuro (e não digo no sentido de pegar mesmo metade do reino de Herodes e ser poderosa, mas pedir meios de sobrevivência, talvez que paracem de colocar galha no pai dela); mas não, a jovem era tão vazia que nem sabia o que pedir, foi perguntar pra anta e adúltera da mãe.

Assim, caros jovens, quero alertá-los que devem ter objetivos na vida. Mas objetivos lícitos e santos. Muitos jovens hoje sofrem e não veem sentido algum na vida porque se matam pra estudar pra passar num concurso público. Seu sonho? Não, sonho do pai, da mãe, do namorado (marido). Há jovens, homens e mulheres, que são completamente infelizes porque nada tem sentido. Fazem uma faculdade que não desejava, mas ante a possibilidade de cursar uma faculdade, veio a pressão dos pais que queriam que fizesse curso A ou B que dará mais dinheiro do que curso C que a pobre criatura queria. E logo se está em trevas.

Devemos obedecer os nossos pais, seguir seus conselhos; mas não quando estes são contrários a vontade manifesta de Deus. Muitos jovens são chamados a vida religiosa, e não vão porque os pais se opuseram. Há quem prefira prostituir o filho ou a filha, do que ter um filho padre e/ou uma filha freira. Já ouvi um caso que um garotinho disse que queria ser padre, a mãe ficou maluca, proibiu o garoto de ir a Igreja (Se fosse era pra ficar calado, pra não chamar atenção e dizer que queria ser padre), de ver DVDs de padres, e ainda comprou DVD de banda de forró pro garoto. Uma mãe dessa é ou não uma anta? Se Deus te chama, vai. “Importa obedecer antes a Deus do que aos homens” (Atos 5,29). Não queira cursar uma faculdade, fazer um concurso público, só porque fulano quer que você faça; procure fazer a vontade de Deus. Deus quer? Se quer, vai em frente. Não seja como a pobre coitada da filha de Herodíades, que já cresceu num ambiente completamente estragado, e tendo uma oportunidade foi fazer a vontade da mãe, que era só dela mesmo, e nunca vontade de Deus.

O que nós temos ensinado aos nossos filhos? Herodíades ensinou sua filha a arte de seduzir os machos pela dança. Ensinou-a a matar (conseguindo que matassem João Batista), mas não só pela espada, mas pelo olhar. A dança dela matou os convidados com a morte que o pecado mortal traz. E infelizmente muitas mães nos dias de hoje tem feito o memo.

Conheço uma jovem que é catequista em uma comunidade pobre, e acabou observando que algumas de suas pequenas catequizandas (acho que menos de 10 anos) só se vestiam com roupas muito curtas. Mas como falar sobre modéstia com uma pequenina? Difícil, não? Mas ela resolveu conversar com uma, e, para grande tristeza, após perguntar o porquê ela usava aquelas roupas, a pequenina disse mais ou menos assim: “porque minha mãe disse que se eu não me vestir assim, os rapazes não vão me achar bonita e não vão querer olhar pra mim.” Isso é um absurdo! Que confusão no coração dessa garotinha! Por isso devemos tomar cuidado ao falar sobre modéstia em alguns casos, pois o que vemos do lado de fora é um reflexo do seu interior: está tudo bagunçado. Muitas moças têm o coração bom, porém ferido e destruído pelo pecado. Se vestem de forma indecente porque o coração é uma bagunça. A vida é uma bagunça; a família é um sofrimento só. E muitas são ensinadas desde pequenas a se vestirem para que os outros olhem e achem bonita (ou desejem).

Meu irmão, minha irmã, não ensine essas coisas para os seus filhos. Ensinem-os a temer a Deus, a serem santos. Que terrível é saber que há pais que levam seus filhos aos prostíbulos. Pais que ensinam os filhos a serem beberrões, a fumarem, a xingarem, a fazer o que não presta. E a virtude, que pais tem-a ensinado aos filhos?

Quando da antiga Lei que o Senhor prescreveu ao povo Hebreu, a Palavra de Deus disse: “Ensinai-as aos vossos filhos, falando-lhes delas sea em vossa casa, seja em viagem, quando vos deitardes ou levantardes.” (Deuteronônio 11,19). E nós, temos ensinado para as crianças que Jesus Cristo é o Senhor? Temos ensinado as leis de Deus? Temos ensinando os 10 mandamentos? Temos ensinado as criancinhas a rezarem o Santo Terço e honrarem Nossa Senhora? Temos guiado elas ao Céu? Ou, à exemplo de Herodíades, temos programado nosso filhos a seguirem o caminho dos quintos dos infernos? Ó meus irmãos, sei que falo duro, mas os exemplos são inumeráveis de pais e mães que ensinam só pecado para as crianças. Esses dias mesmo quando voltava da Missa um pai ensinava aos dois pequeninos filhos a xingarem. E o xingamento são as coisas leves. Infelizmente há casos piores.

Ontem estive em um terço em que uma menina que devia ter 5 anos rezava a Ave Maria conosco. Aliás, tinha outra criança maior que também rezou conosco. Mas infelizmente o ordinário hoje são as crianças dançarem funk e demais ritmos que levam a promiscuidade. Hoje o normal é uma criança de 12 anos cantar funk com letras heróticas e as pessoas acharem normal. E tudo com concentimento dos pais. Hoje é normal crianças e adolescentes no baile funk e nas demais festas, juntos ou ensinadas pelos pais, tocando o terror, se prostituindo... Ó como é triste isso. Como é triste saber que estão fazendo o contrário do que a Palavra de Deus fala para não fazer: “Não prostituas tua filha, para que a terra não se entregue à prostituição e não se encha de crimes” (Levítico 19,29)

Infelizmente essa tem sido a realidade. Muitos pais são até mesmo pedras de tropeço. Muitos filhos querem seguir os caminhos de Deus, seguir os passos da Igreja, porém, os pais inventam mil e um compromissos e situações para desviar os filhos da Igreja. Por isso disse que não se deve obeceder quando a vontade dos pais é contrária a vontade de Deus. Digo no sentido de que se seu pai te mandar ir pra balada, você não é obrigado a obedecer. Ninguém é obrigado a obedecer se a ordem é cometer um pecado. Temos que obedecer a Deus, fazer a vontade de Deus. A obediência aos pais é obrigatória no Senhor: Filhos, obedecei vossos pais segundo o Senhor; porque isso é justo. O primeiro mandamento acompanhado de uma promessa é: Honra teu pai e tua mãe, para que sejas feliz e tenhas longa vida sobre a terra [Dt 5,16]. Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor.” (Efésios 6,1-4)

Portanto, que possamos criar e educar nossos filhos e nossos jovens na doutrina do Senhor; e não segundo as máximas do mundo como fez Herodíades.

A quarta lição que tiramos do martírio de São João Batista é: não podemos ter respeito humano. Mais do que a denúncia do pecado, mais do que uma dança, o que decretou a morte de João Batista foi o respeito humano que tinha Herodes. A Palavra nos mostrou claramente que Herodes ficou triste quando a filha de Herodíades lhe pediu a cabeça de João. Fica aqui claro que não foi ele que alimentou ódio contra João; mas sim Herodíades. Mas como não cortou os laços do pecado, mas com consciência de estar em pecado – porque havia sido exortado por João acerca do adultério – continuou na mesma vida sem fazer penitência e continuando alimentando-se dos prazeres da carne; acabou por matar João por puro respeito humano.

Ele sabia que João tinha falado a verdade. Ele sabia que o adultério é imoral; tanto é que ficou perturbado com as palavras de João. Ele sabia que João era justo e santo (cf. v. 20). Mas mesmo sabendo da santidade de João, e sabendo que ele é que estava errado (ele também ouvia o que João pregava de boa mente, portanto, nunca quis por ele mesmo fazer mal a João, subtende-se). Mas por que ele manda matar João? Não foi só porque aquela jovem lhe pediu. Mas porque ele era vaidoso, orgulhoso, fútil. Tinha respeito humano. O versículo 26 diz “O rei entristeceu-se; todavia, por causa da sua promessa e dos convivas, não quis recusar”. Veja, ele não era obrigado a cumprir aquilo porque é moralmente errado matar um inocente. Ele ficou triste pois lhe foi pedido para matar alguém que ele admirava. Aliás, mais que isso, alguém que ele sabia que era justo e santo. Mas manda matar porque tinha prometido na frente dos convidados. Talvez se ele tivesse prometido em segredo, talvez aquela jovem levasse um não. Mas como a promessa foi feita na frente de muitas testemunhas, ele tinha que cumprir. Afinal, como assim o grande rei Herodes promete algo e não cumpre? O Rei Herodes ficar rebaixado em todo reino, diante de todas as autoridades, por não ter cumprido uma promessa feita a sua sobrinha, que pedia a cabeça de um maltrapilho (o que deviam pensar de São João Batista)... Jamais. Portanto, mesmo sabendo que João era santo, justo, e nada fez para morrer; ele mata porque não quer ficar mal com os convidados, a amante, a filha da amante, com seu egoísmo podre.

Portanto, não tenhamos respeito humano. O respeito humano é um verme podre que corrói nosso interior. Muitas pessoas conhecem Jesus mas não seguem Ele na radicalidade, no fevor, dando a vida a Cristo, por causa do respeito humano. Muitos não largam a faculdade para entrar num seminário ou num convento, por exemplo, porque temem o que vão achar dele. Muitos não se abrem ao dom da vida, porque temem o que os outros vão pensar se eu tiver muitos filhos. Ora, não importa o que os outros pensam, o que importa é fazer a vontade de Deus. E se Deus te chama a ser padre, largue tudo e siga este caminho e seja feliz na vontade de Deus. Se Deus te chama a ser freira, largue tudo e seja feliz na sua vocação. Se Deus te chama ao matrimôni, viva um casamento na santidade, abertos a vida. Se Deus der 1 filho, eduque-o na santidade. Se der 10, eduque-os na santidade. Se não der nenhum, vocês são mães e pais espirituais. Mas por amor de Deus jogue fora os preservativos, Dius e pílulas que são abortivas. Pare de prostituir o seu casamento. Vivam a vontade de Deus. Sejam abertos a vida. Deus é quem escolhe quantos filhos um casal terá. É Deus, e não nós.

Se Deus te chama a pregar. Prega! Não tenha respeito humano. João Batista era o contrário do que vemos em toda esse sistema de pecado de Herodes. João Batista conhecia a verdade e vivia. Ou seja, ele não só pregava a santidade de vida, mas a sua vida era santa. Em outras Palavras, a vida dele era uma pregação. Como diz Santo Agostinho: Eloquente aquele cuja vida é uma pregação. João Batista não frequentava lugares licenciosos, bailes, não fitava olhar nas mulheres, não dançava. Mas a Palavra diz que até vinho e cerveja ele se abstinha (cf. Lucas 1,15); e era cheio do Espírito Santo de Deus. João Batista não ensinou ninguém a dançar, nem a querer as coisas do mundo, como fez Herodíades com sua filha, mas este pregava conversão e penitência. Por fim, ele era justo e santo, e não tinha respeito humano. Vivia a Palavra de Deus escondido no deserto, ou as claras quando pregava e batizava. E falou a verdade tanto para os mais pobres, como para o próprio Herodes.

Eis os ensinamentos que tiramos do martírio de São João Batista. Que Nossa Senhora nos ajude a fazermos a vontade de Deus. Que Ela que é a Rainha dos mártires, nos ajude a darmos a vida como São João Batista. Que possamos dar a vida por Cristo Rei, e que nunca o neguemos. O martírio, a vida coerente com o Evangelho, é tudo uma graça de Deus. E Nossa Senhora sendo a medianeira de todas as graças, que Ela nos dê esta e nos livre de nunca sermos como Herodes e Herodíades. Pois se Herodíades educava para o mal, Nossa Senhora educa-nos para o Céu. Ela é nossa Mãe Celeste que nos ensina a virtude e nos carrega em seus braços, nos leva em Seu Imaculado Coração, nos leva ao Céu para junto de Deus nosso Senhor.

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe! Viva Cristo Rei!
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