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Prof. Anderson Bezerra

Já de antemão quero dizer duas coisas: Deus não quer a guerra, mas pode, por desígnios ocultos ao homem, permití-la; e não desejo, com este texto, gerar ansiedade, mas, pelo contrário, levar à uma confiança em Deus e levar o povo cristão a fazer o que o Céu quer para se evitar os males temporais e, principalmente, o mal maior da perdição na vida futura.

As pessoas ultimamente só falam de política e ligam a esta qualquer coisa. As pessoas temem o comunismo mais do que o inferno. Há quem queira lutar com grande afinco contra toda e qualquer ideologia, mas apenas no campo político-ideológico, nem que para isso abrace outra ideologia também condenada pela Igreja.

Sabendo que Deus não permite um mal se dele não puder tirar um bem maior, ensina-nos São Padre Pio:

“(...) Sei que esta bendita guerra será salutar para nossa Itália, que despertará no coração italiano a fé, ali esquecida num canto e sufocada pelos maus desejos, que, de um terreno quase árido e seco, fará desabrochar belíssimas flores na Igreja de Deus... Mas, meu Deus, antes que isso aconteça, como será dura a prova por que teremos de passar.”

São Padre Pio, grandiosíssimo místico da Igreja, lamenta os sofrimentos da guerra, mas abre-nos os olhos espirituais para observar os bens que sairiam daquele mal bélico. Ora, Deus permitiu a guerra para que num último recurso as pessoas convertessem-se à Verdade e, assim, não perdessem a alma. A guerra é, aliás, uma das formas do cumprimento das palavras de São João Paulo II: “O homem pode construir um mundo sem Deus; porém, este mundo se voltará contra o homem”. A guerra é o homem destruindo o homem; mas, pode no sofrimento da guerra o homem olhar para o Céu e reconhecer que sem Deus não é nada.

Logo, mais do que lutar no campo político, Deus quer de nós a conversão do nosso coração, a confissão, a participação na Santa Missa e comunhões. Deus quer que rezemos! Todos os males do mundo, inclusive os advindos do campo político, têm como origem o nosso pecado. Não esqueçamos que, embora Nossa Senhora tenha dito em Fátima que os erros da Rússia se espalhariam pelo mundo, Ela diz-nos que isso seria um castigo se os homens não parassem de ofender a Deus. Os erros da Rússia, a guerra, as perseguições a Igreja são consequências e não a origem do mal do mundo. A origem do mal é o pecado. Para mudar a sorte do mundo não importa a urna, nem em quem se vota na urna, mas o coração do votante, isto é a verdadeira conversão do povo.

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As pessoas do século XXI têm sérios problemas para se relacionarem amorosamente. Se por um lado se entregar em relacionamentos sem critérios (ou tendo a paixão como único fator) é um gravíssimo problema, por outro lado o excesso de critérios, ou melhor, os estereótipos para o par perfeito tende a ser tão grave quanto.

Na tentativa de fazer as pessoas não entrarem em relacionamentos tóxicos, vários produtores de conteúdo acabam criando verdadeiros estereótipos de pessoa perfeita que, na vida real, nem sempre você verá por aí. Não é que só exista pessoa babaca, mas é que na vida real nem todo mundo consegue ainda te dar o padrão de exigência dos(as) blogueirinhos(as).
Por isso, foque em querer o melhor. Mas não descarte alguém imperfeito. Talvez naquele momento a pessoa te dá tudo o que pode. Não fique presa no mundo ideal da blogueiragem. Vamos para alguns exemplos:
- O homem tem que ser cavalheiro! Mas, o que é ser cavalheiro? Um homem tem, de fato, que tratar bem a mulher e ser super cavalheiro. Mas, na minha opinião, você não pode dispensar alguém por falta de alguns caprichos. Se para você é algo importante, dê o toque para a pessoa de como ela deveria agir. Sabe por que eu acho isso? Porque a vida real é feita de meninos que cresceram sem referência masculina em casa. Talvez fulano não abra a porta do carro pra você porque na casa dele ninguém tinha carro e ele não tem essa referência. Agora adulto é que ele tem. Veja, não estou falando pra você namorar com quem é rude com você. Estou falando que certos cavalheirismos podem faltar em muito homem bom por falta de referência. Além do mais, você precisa entender o nível das mulheres também: quantos homens convivem com mulheres que falam que certos cavalheirismos são desnecessários! Por isso eu digo: se a pessoa é boa, tem virtudes, não vá dispensar somente porque você viu uma blogueira falando que homem tem que abrir a porta do carro. Ajude a educar essa pessoa falando o que é importante para você no trato.
- O homem trabalhador/provedor. Aqui é onde muitas mulheres se enrolam completamente distorcendo uma verdade. Tem mulher que criou o estereótipo de que o homem tem que ter condições de manter a casa. É verdade, mas não pode ser distorcido. Tem meninas que terminam ou sequer iniciam o relacionamento porque o rapaz não tem condições de levá-la para sair todo final de semana ou porque o cara não tem emprego formal. É claro que eu não quero que você case com um vagabundo, como era o namorado de uma amiga minha que ficava soltando pipa enquanto ela trabalhava e pagava as coisas para ele. Todavia, não olhe o quanto ele ganha hoje, mas o quanto de virtude ele desenvolve hoje. As vezes o rapaz não pode te levar pra sair direto e não tem emprego formal por causa da faculdade dele. Ele está se esforçando. Já vi casos em que isso aconteceu: a menina terminou o namoro com o rapaz, mas o coitado estava focado na faculdade. Em suma esse problema se dá pela má leitura do tempo: quando casar é preciso manter a casa, mas você vai casar hoje? Tem mulher (e homem também) que cobra em um namoro de 2 meses responsabilidades de CASADOS.
Qual o resultado disso? Muitas vezes deixam de lado caras legais porque estes não se encaixavam nos estereótipos. Aí casam, como se vê bastante, com um cara que já tem carro, casa, um bom emprego, abre a porta do carro, manda rosas, mas não tem virtudes. Tem somente atos de conquista. Muitas vezes não chega nem no casamento e a mulher tem que acionar a Maria da Penha. Portanto, olhe as virtudes da outra pessoa, olhe o desejo de ser melhor. As vezes a pessoa não está no estereótipo idealizado por você, mas está dando o seu melhor. Queira alguém que lute para ser alguém melhor por você. Queira alguém que construa uma vida junto com você, não quem tem um estereótipo que futuramente poderá destruir tua vida.
Obs: texto com linguagem mais voltada para as mulheres por ser quem eu mais vejo sofrendo emocionalmente nos relacionamentos, mas serve para ambos os sexos.
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Houve um tempo em que hereges negaram a humanidade de Cristo, que é Deus e homem! Hoje, porém, falsos moralistas parecem querer negar a própria humanidade do ser humano, desejando fazê-lo um anjo na terra. Todavia, é preciso aceitar uma verdade tão verdadeira como a afirmação de que a água é molhada: não somos puros espíritos, mas temos corpo e alma; logo, precisamos aprender a viver na Terra como seres humanos que somos, isto é, lidar com todas as potencialidades e tendências.

Os anjos no Céu contemplam Deus face a face o tempo inteiro. Os santos no céu, aliás, também fazem isso. Nós, porém, enquanto estamos no mundo, devemos viver como homens humanos que somos. Devemos buscar a Deus, mas sem negar a humanidade. Devemos fugir do pecado – inclusive do pecado de negar-se ser humano!

Tenho visto homens e mulheres, sozinhos ou em comunidades, fazerem da própria vida e da de outros um inferno por causa dos escrúpulos, que em determinados casos é a negação da própria humanidade. Há pessoas que acham que o servo de Deus é aquele que só reza. Mas nem só de reza vive o homem, pois Cristo disse que não veio nos tirar do mundo, mas nos dar a graça de vencê-lo. Ora, precisamos ter equilíbrio! Há quem ache que todos os divertimentos são imorais: não pode jogar futebol, dominó, vôlei, basquete, cartas… Tudo é pecado! Tudo rouba de Deus! Ora, mas Deus veio nos livrar do pecado, não dos sadios divertimentos. Se usamos a virtude da temperança, que mal há num futebol, por exemplo?

Logo, há pessoas que negam a necessidade do ser humano de divertir-se de alguma forma (necessidade essa que Santo Tomás de Aquino chama de virtude da eutrapelia) e começam a viver de maneira depressiva. Aí a depressão e a ansiedade vão tomando conta, as pessoas se afastam, mas o falso moralista acha que isso é só o preço por viver e pregar a verdade. A verdade, porém, é que quando nos afastamos do nosso humano a tendência é pouco a pouco nos afastarmos de Deus, pois queremos ser deuses, sendo que somos homem.

Quando a questão chega na sexualidade e afetividade a coisa piora de figura. Devemos fugir da impureza sob qualquer aspecto: fornicação, adultério, orgias etc. Todavia, a vivência da castidade não anula o que somos – disse e repito -: ser humano! E como seres humanos que somos, somos seres sexuados. Não sou uma abóbora! Não sou uma garrafa inanimada! Sou um ser humano sexuado. E assim devo aprender a viver. Os falsos moralistas querem negar isso trazendo um clima de que qualquer coisa é pecado. Na verdade, o problema é que acham que o sentimento é pecado, mas a Igreja sempre ensinou que o pecado não reside no sentimento, mas sim no consentimento! Sentir atração física por alguém não mostra que você pecou, mostra que você é ser humano. Pecado seria apenas se começasse deliberadamente, isto é, com vontade própria, a alimentar pensamentos impuros – com mais gravidade se uma das pessoas for casada, sendo desejo de adultério. A simples atração física é extremamente normal.

A busca pela castidade não pode se transformar na negação da essência humana da pessoa. E acho – achismo mesmo, me perdoem! - que essa tendência cresce no meio católico por causa de uma má interpretação da vida e obra de alguns santos católicos. Hoje mesmo eu fazia uma meditação com um texto de Santo Afonso Maria de Ligório onde ele pedia a Deus que lhe retirasse todos os afetos para com as criaturas. Ele está errado? Na vida dele, não! Na minha, seria um erro pedir isso. E vou te explicar: Quando você lê Santo Afonso pedindo isso você precisa entender que ele era um religioso que se tornou Bispo. Ele era um homem consagrado a Deus. Os afetos desordenados é perigoso para todos, mas para um religioso é bem mais perigoso. Não posso, porém, ler Santo Afonso pedindo para Deus lhe tirar os afetos e passar a negar os meus afetos, afinal, a afetividade é algo inerente a realidade humana. Para nós leigos, a oração não deve consistir em pedir para Deus tirar nossos afetos, mas pedir auxílio ao Espírito Santo para ordenar nossos afetos para que possamos viver como homens, não como animais que agem somente pelos instintos.

Quando a pessoa nega seus sentimentos humanos, seus afetos, suas tendências biológicas, faz da própria vida e da dos outros um inferno. Hoje há namoros e casamentos que findam simplesmente porque nega-se a realidade humana. Há casais de namorados que evitam se ver por causa da atração física. Ora, tudo bem evitar ficar juntinhos sozinhos no quarto para evitar o pecado do sexo antes do casamento, todavia, negar a convivência com o outro porque sente forte atração é loucura! Você não é um repolho! Qual o resultado disso? Casam-se (quando casam) sem conhecer o outro porque não conviveram o suficiente por medo de pecar por sentirem que são humanos; logo depois, porém, vem a surpresa pela péssima convivência no casamento e divorciam-se! Além disso, há casais – acredite se quiser! - que namoram de maneira tão escrupulosa, nem pegando na mão direito, que quando casam não conseguem consumar o matrimônio, isto é, não conseguem ter relações sexuais – não porque seja pecado, pois casados o sexo é fonte de bençãos, mas porque passou tanto tempo negando a humanidade, negando afeto ao outro, que os cônjuges acabam se retraindo e não conseguindo viver a sexualidade no casamento.

Não estou dizendo, no entanto, que a solução é ter namoros impuros, ou seja, namoros com sexo para experimentar, como prega o mundo! Longe de mim isso! Nem digo que o namoro deve ser regado a carícias que mais pareça preliminar de sexo! O que digo, então? Que para quem é leigo e quer casar, precisa aceitar o fato de que sentirá atração. Não se pode negar isso! É preciso conviver com a outra pessoa e ter as carícias lícitas – pois sois humanos, não um repolho!

Há pessoas que não demonstram seus afetos para os próprios filhos, dizendo que é tolice e não precisa disso. Quer evitar o apego. As pessoas querem viver como anjos que não são. Além disso, houve e há pessoas que vivem sem demonstrações de afeto, mas são pouquíssimos que Deus assim o quis por uma graça especial. Você não é padre do deserto! E até os mais rigorosos penitentes em suma só o conseguiram porque houve, de contrapartida da parte de Deus, grandes consolações da parte de Deus, que supria a falta humana.

No mais, caríssimos, lembremos que viver no Espírito não é viver negando a carne. Tanto é verdade que vejo pessoas de muita oração que findaram seus casamentos. Acho que precisamos melhorar a formação doutrinária a respeito do matrimônio; mas, por outro lado, precisamos melhorar a formação humana. Quem não se formar em sua humanidade buscando autoconhecimento nunca conseguirá ser santo, pois o santo não é quem deixa de ser humano, mas quem vive com seus afetos ordenados segundo a vontade de Deus! Você não pode deixar de sentir, mas pode escolher como sentir. Como diria Santo Agostinho: Conheça-te! Aceita-te! Supera-te!

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Há exatos dois anos, num 22/08, dia de Nossa Senhora Rainha, eu me matriculava pela segunda vez em um curso de Direito. Sim, em 2010 eu já havia tentado fazer tal curso. Em 2019 surgiu uma oportunidade. Retornei. Mas, novamente num 2º bimestre, agora com uma pandemia, tranquei.

Mas hoje, novamente num 22 de agosto, anuncio que retornei ao curso de Direito. Na verdade, só estou anunciando agora, porque eu retornei no semestre passado (risos). Mas gostaria de contar um pouco o porquê eu tranquei; aí talvez você entenda o meu silêncio – ou tentativa.

Quando eu cursava Direito em 2010/2011 eu era um jovem meio que sem rumo na vida. Fazia mais pela busca de status. Não havia sentido.  Em 2019 eu estava muito bem exercendo minha profissão de pedagogo/professor. Já não era um jovem sem rumo. Cursava o Direito, no entanto, porque aproveitava um oportunidade; todavia, não conseguia ver um sentido transcendente naquilo senão uma possibilidade futura de retorno financeiro.

Durante o 2º semestre do curso, já em meio a pandemia, sem poder exercer meu trabalho por causa da suspensão das aulas e em meio as dúvidas se o contrato de professores temporários seria mantido e renovado, peguei dengue. Fiquei ruim. Tive dificuldades. Mas até que me superei e ia bem no quesito notas. Todavia, o período doente e as incertezas da vida me fizeram fazer um questionamento profundo da minha vida: por que estou gastando tempo e dinheiro com um curso de Direito se o que hoje vejo como realização é trabalhar como professor? Só estou querendo dinheiro? É status? Esse curso é um sonho meu ou das pessoas que estão a minha volta? Sim, havia toda uma pressão também. Eu estava fazendo por mim e por Deus ou para provar algo para terceiros?

Em meio aos questionamentos, eu lia o livro Ser Cristão na Era Neopagã, com textos selecionados do Cardeal Ratzinger (Bento XVI). Em um artigo sobre a consciência, Ratzinger diz “A estrada da mera capacidade técnica, do puro poder, é a imitação de um ídolo, não a realização da semelhança com Deus. O específico do homem não consiste em interrogar-se sobre o seu ‘poder’, mas sobre o seu ‘dever’, na sua abertura à voz da verdade e das suas exigências”. Meditando muito nessas palavras, diante de Deus, na minha consciência, perguntava: eu posso fazer direito... Mas eu devo? O Direito me daria um aparente poder; afinal, mesmo que não fosse garantido  eu me tornar juiz, certamente entre amigos e parentes fica-se o ar de “poder”.

Qual a vontade de Deus em tudo isso? Poucos se preocupam com “vontade de Deus” em questões acadêmicas e profissionais, mas eu costume sempre colocar Deus em primeiro lugar. Pelo menos tento. Pelo menos é o que eu deveria fazer sempre.

Resumindo: vi que pelo menos para aquele momento não fazia sentido pra mim e não poderia continuar no curso só para agradar as pessoas. Eu tive que enfrentar o constrangimento de trancar pela segunda vez. Mas dessa vez eu estava realmente decidido.

Mas como no texto de Ratzinger também havia uma frase marcante do Cardeal Newman que dizia “eu gostava de escolher o meu caminho. Agora, porém, rezo: Senhor, guia-me!”, passei a rezar também isso. Dizia para Deus e para Nossa Senhora que eu só iria voltar um dia para o Direito (coisa que eu achava bem improvável) se eu tivesse um sentido real; afinal, muito bem repetia Viktor Frankl, parafraseando Nietzsche, “quem tem um porquê, suporta qualquer como”. Estava decidido: se eu achasse um porquê no Direito além de questão financeira eu retornaria.

Não achei o sentido nos primeiros meses. Achei em alguns momentos julgamentos de quem não sabia o que vivia na minha alma. Eu vivia uma crise existencial- além de outros problemas particulares que não convém citar. Mas eu era, para alguns, um louco que trancou Direito. Mas mais louco é quem faz um curso de 5 anos sem gostar só para agradar os outros. Ou até mesmo aquele que faz pensando no Direito e, que desgraça, consegue ganhar dinheiro; todavia, tem que gastar o dinheiro com antidepressivos e drogas para esquecer da vida medíocre que é fazer algo só por dinheiro.

Enfim, ficava eu sempre lembrando que devo buscar fazer o meu dever, não ficar buscando poder. E também pedia para Deus me guiar – como sempre fez, diga-se de passagem!

Bom, mas o fato é que no decorrer do ano de 2020 e início de 2021 foram surgindo situações concretas que foram me despertando para um sentido transcendente no âmbito jurídico. Não posso dizer detalhadamente o quê exatamente me fez enxergar um sentido porque daria outro textão; todavia, Deus e Nossa Senhora responderam minhas orações: eu comecei a enxergar um sentido, algo transcendente no Direito que eu poderia fazer por amor a Deus e pelos irmãos.

Bom, para não deixar você que leu até aqui no vácuo, resumirei o motivo: percebi que minha missão não é dar aula para criança, mas posso ir além: trabalhar na defesa das crianças e adolescentes que vivem em situações de vulnerabilidade social. Quantos casos de maltrato de crianças pude ver! Ia ver algo de futebol e aparecia casos do tipo. Outras vezes surgiam situações de pessoas do convívio. E ia vendo também a letargia dos agentes (ou das instituições) públicos em algumas situações.

Logo, fui vendo isso como uma questão de dever para mim que tinha a oportunidade de cursar Direito.

Enfim, anuncio que retornei ao curso não para me aparecer, mas para suplicar vossas orações. Eu ainda temo trancar de novo – e não sei se trancando pela terceira vez se peço música no Fantástico ou no STF (risos).

Enfim, busquemos  sempre fazer a vontade de Deus. Busque o Reino de Deus em primeiro lugar e tudo o mais Ele vos dará  por acréscimo. As vezes Deus pede o sacrifício de Isaac. As vezes Deus permite que sacrifiquemos o Isaac de uma faculdade, relacionamento, emprego etc. para que possamos nos purificar e acolhermos essas realidades (ou melhores) ressuscitadas mais à frente. As coisas do jeito e na vontade de Deus são melhores e dão seus frutos a seu tempo.

 

Que Santo Ivo e a Virgem Maria, Rainha do Céu e da Terra e Advogada nossa, intercedam por mim e por ti junto a Jesus Cristo, nosso Senhor e Deus, e nos alcance fortaleza, sabedoria, graça, paz e santidade e toda sorte de bênçãos!

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Sabe quando você se olha no espelho e percebe que não é mais um garotinho – nem criança, nem adolescente? Você olha e vê que a aparência mudou, que cresceu, envelheceu. Mas amadureceu? Percebe que além da barba na cara, também há cicatrizes na alma. Feridas que se abriram e fecharam. Sonhos que morreram, outros que se realizaram. Bom, também outros que surgiram ao se olhar no espelho. Ou melhor, ao olhar para si e contemplar – ou tentar – o que Deus quer que você seja.

 

Esta semana fiz 29 anos e aprofundei a meditação sobre o que fiz e o que tenho feito da minha vida. Já são quase 30 anos de vida. Quantos erros! Quantos pecados! Quantos equívocos! Eu confesso que tenho medo das pessoas que dizem que não se arrependem de nada que fizeram no passado. Os erros serviram de aprendizado? Sim. A culpa de Adão é chamada de feliz por ter merecido tão nobre Salvador. Mas não tem um que não admita que o melhor era não ter tido o pecado original. Pecamos. Deus manifestou sua misericórdia. Mas o ideal é não pecar. Mas, pecando, uma vez arrependidos, Ele nos perdoa.

 

Mas não quero escrever aqui para lamuriar meus pecados nem fazer com que você o faça. Mas quero – isto sim - que meditemos no quanto estamos perdendo tempo. No meu caso são 29 anos em que Deus me dá a oportunidade de ser santo e eu nada aproveito por causa dos meus pecados. Precisamos tomar a decisão de, cada um na vocação particular que Deus o chama, levar a sério a vida cristã.

 

Graças a Deus, no dia do meu aniversário, antes que a melancolia do pensar nos erros do passado e no tempo perdido, pude meditar nas palavras de Santa Teresa de Ávila: “Recuperai, Deus meu, o tempo perdido dando-me graças no presente e no futuro, para que eu me apresente diante de Vós com vestes de bodas, pois se quiserdes podeis”.

 

Então entendi que o mais importante não é olhar o tempo perdido nem ficar ansioso com o tempo que pode ou não pode ter pela frente; mas confiar inteiramente na Misericórdia do Senhor Jesus, pois pela graça dEle nós podemos recuperar 29 anos (ou mais) perdidos em um segundo – pois Ele é Deus e Misericórdia nossa! Mesmo que você esteja longe do Senhor há anos, décadas... Só decida voltar. Ele remediará o tempo perdido e te fará santo(a) porque Ele pode! Não tenhas medo!

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 O Estado laico é aquele que não sofre influência de alguma religião. No Brasil, porém, o Estado laico avança o entendimento: a religião não interfere no Estado, mas o Estado pode sim interferir na religião.

Não se enganem! Só o fato de o STF estar julgando se as igrejas (seja de qual denominação for) podem abrir ou não, já mostra que estamos à beira do caos - jurídico e quiçá social. O artigo 5º (que é cláusula pétrea, ou seja, ninguém pode suprimir) da CF/88 diz em seu inciso VI que

<<é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;>>

Quem for favorável ao fechamento das Igrejas vai dizer que ninguém está violando a liberdade de consciência, afinal pode-se continuar sendo católico, evangélico de qualquer denominação. Mas - insisto! -, leia novamente: é "ASSEGURADO O LIVRE EXERCÍCIO DOS CULTOS RELIGIOSOS". Eu não tenho apenas o direito de professar a fé católica, eu tenho o direito de PRATICAR, ou seja, EXERCITAR conforme os mandamentos da fé católica. (Citei o catolicismo como exemplo e seguirei citando. Você, evangélico, adapte para sua confissão).

Para quem é católico sabe que não dá para comungar virtualmente. Não dá para batizar pelo Meet. É preciso de um ministro ordenado jogando água no catecúmeno. Não tem como casar EAD. O exercício da religião envolve muita coisa. E a própria celebração do Rito, no caso da minha religião, a Missa, tem uma liturgia que precisa ser seguida pessoalmente. A Igreja Católica concede aos Bispos a faculdade de liberar os fiéis de sua diocese do preceito dominical ou não. Se meu Bispo fechar as Igrejas por conta própria, posso não concordar, mas obedecerei porque é uma faculdade que a Mãe Igreja concede. A discussão é: fechar as Igrejas por ordem do Estado! Aí é que está o xis da questão. É o cúmulo!

Se o Bispo Católico ou um Pastor protestante quiser fechar os templos sob seu zelo, é uma coisa. O problema é o poder estatal interferindo no direito constitucional da liberdade de EXERCÍCIO da religião.

E aproveito o texto pra falar o seguinte: tem muita gente abusando do poder estatal, sim! Ano passado, lá em SC órgãos de uma prefeitura interromperam uma Missa de Crisma (olhem na CF a questão da proteção da liturgia das religiões). O Bispo decidiu celebrar a Missa de Crisma no salão paroquial por ter como espaçar melhor. A prefeitura, por sua vez, disse que se a Missa não foi celebrada na nave da Igreja, caracterizava como evento. Olha só o absurdo. Em propriedade privada, o padre tem o direito de celebrar a Missa até no teto da Igreja se ele quiser e o direito da Igreja não proibir. Por que? Porque é garantida a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. Uma prefeitura não pode simplesmente invadir uma liturgia, causando constrangimento nos adolescentes que recebiam o sacramento do Crisma.

Enfim, o caso acima foi apenas para ilustrar um dos abusos que estão sendo cometidos.
A prática da religião faz muito bem àqueles que estão buscando neste momento de pandemia. Mas a questão não é essa. É a interferência Estatal na religião, como dito.

Por fim, lembro: da minha experiência, não tem lugar que mais siga os protocolos de segurança contra a Covid-19 do que as Igrejas. Vários padres aumentaram o número de Missas para que possa atender mais pessoas sem aglomerar. Temos distanciamento e os demais protocolos. Por que fechar? As eleições em 2020 eram super essenciais e podiam ocorrer sem problemas, não é mesmo? Aglomerar em campanha eleitoral é lindo e maravilhoso, mas ficar na Igreja a dois metros do irmão e banhando-se de álcool em gel é perigoso.
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 Nem tudo na vida cristã pode ser vista sob a ótica da causa e efeito. Um exemplo claro disso é a teologia protestante da prosperidade. Muitos acreditam que adorar/servir a Deus é uma causa; o enriquecimento, por sua vez, será o efeito. Quanto mais sou agradável a Deus, mais abençoado (materialmente) eu sou.

Todavia, nada mais enganoso do que isso. Não bastasse a vida dos Apóstolos, podemos ver que as coisas não funcionam assim ao meditarmos o episódio do jovem rico. Aquele jovem seguia quase todos os mandamentos (causa), mas a ordem (efeito) de Cristo para ele foi vender tudo o que possuía, dar aos pobres e seguir Jesus no caminho da humildade e da pobreza. Logo, observamos que riqueza ou pobreza não define se alguém é adorador ou não.

Logo, o ser rico ou o ser pobre, o ser doente ou o ser são, não definem se você serve a Deus ou não. O como você reage no sofrimento e/ou no gozo é que definirão a quem realmente você serve. São Paulo fala que  “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8,28). E tudo significa tudo mesmo: está doente? Em Cristo, te fará bem! Está são? Em Cristo, te fará bem! É pobre? Em Cristo, te fará bem! És rico? Em Cristo, te fará bem. A questão é amar a Deus, e não esperar riqueza e bençãos materiais em troca da nossa adoração. Se você até vai na Igreja, mas diante de um sofrimento só blasfema - ou mesmo diante das bençãos cai no orgulho e na soberba, uma coisa e outra te fará mal. Pouco importa a penúria ou a bonança, pois o importante é amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo.

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Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!

A obediência, no contexto religioso católico, sempre foi algo de suma importância. A obediência de Cristo à vontade do Pai, a obediência dos Apóstolos à Cristo e a obediência em geral dos santos à Cristo através de Seus representantes, sempre foram motivos de meditação de metas a atingir. Todavia, ao longo da história muitos uniram-se à Lúcifer no brado contra Deus: “Não servirei”.

Santa Faustina dizia que o demônio pode se ocultar sob o manto da humildade, mas nunca sob o da obediência. Há quem conteste sua santidade e/ou suas visões; mas quem estuda sua vida não tem como contestar sua obediência. Ela é santa não porque teve visões e colóquios místicos com o Senhor, mas porque obedeceu a vontade de Deus expressa em seus superiores – conforme as próprias regras da comunidade onde se consagrou. Em visão foi-lhe mostrado que ela devia fundar um convento; por obediência aos superiores, continuou na Congregação até a morte (embora a fundação da nova comunidade se tenha dado espiritualmente, pois muitas comunidades posteriormente foram fundadas com inspiração no carisma da misericórdia proposto pela santa).

Mas hoje as pessoas não querem obedecer aos seus pastores. O padre, Bispo e até o Papa são seres sem autoridade. Só se é digno de “obediência” quando a vontade destes abraçam a minha. Mas isso nunca foi obediência, senão conveniência.

Uma santa doutora da Igreja outrora nos ensinou: “quando se tem consciência limpa e obediência, o Senhor nunca permite que o demônio tenha poder para nos enganar de uma maneira capaz de prejudicar a alma. Pelo contrário, é o demônio que se vê enganado.” (Santa Teresa de Jesus – Fundações, Cap.  4)

Nossa querida Teresa pedia às carmelitas consciência limpa e obediência. A nossa geração não tem nenhuma das duas. Bom, sobre a consciência não posso falar pois não estou na cabeça de ninguém; mas é perceptível que muitos têm a consciência no mínimo deturpada pelo egoísmo e por heresias camufladas de boa doutrina.


Antes de falar da consciência limpa, medite sobre a obediência. Hoje há religiosos com voto de obediência que não querem obedecer aos superiores porque acham que determinado caminho é melhor. Há membros de comunidades de vida que ao receber uma ordem, se recusa a obedecer. Quando eu era vocacionado da comunidade Shalom aprendi muito sobre as podas; hoje, no entanto, qualquer poda o sujeito já diz que está sendo perseguido e humilhado. Eu cresci na fé ouvindo músicas e pregações de membros da Canção Nova, onde diziam que por obediência ficaram um ano sem fazer shows e/ou pregações; mas davam testemunho que neste um ano foi onde mais ouviu a Deus e pôde compor músicas que se tornaram conhecidas e utilizadas para tantos momentos de oração. Já hoje, se um membro de vida (aquele que se consagra e se dedica exclusivamente à comunidade) recebe a ordem de ficar seis meses sem fazer show e/ou pregar, é o início do fogo no parquinho.

Os religiosos com votos têm que obedecer em tudo? Sim. Os leigos em geral tem que obedecer em tudo o pároco, o Bispo e o Papa? Sim. Sem exceção? Não! A exceção é justamente a consciência limpa. Como assim? A Igreja e vários santos nos ensinam que são não devemos obedecer aos nossos superiores quando estes nos mandam fazer algo que seja PECADO. Exemplo: Se ao confessar o padre me desse como penitência me masturbar, é ÓBVIO que não sou obrigado a obedecer. Aliás, se o padre ou até o Papa mandar fazer algo que a Igreja há anos e anos já definiu que é pecado, não devo sequer cogitar obedecer.


O problema da consciência é que nem sempre ela está limpa. Muita gente começa a obedecer seus superiores alegando questão de consciência quando, na verdade, são apenas escrúpulos de mentes atormentadas. Suponhamos que o Padre passe de penitência para o sujeito a recitação do rosário com quatro terços. Vai ter gente se negando porque tradicionalmente se rezava com três e os luminosos foram acrescidos por São João Paulo II. Suponhamos ainda que um religioso é proibido de pregar ou de exercer algum apostolado. Há quem faça mesmo desobedecendo e outros que até pedirão desligamento da comunidade. Não pregar é pecado? Pregar ou não pregar é indiferente quando se está em obediência. Santa Teresinha do Menino Jesus é padroeira das missões sem nunca ter pregado; embora com sua oração e obediência tenha ajudado a salvar almas. Já tantos pregadores por vontade própria quando muito causaram confusão.

Essas desobediências, pequenas ou grandes, são aberturas para a ação do demônio, como bem expôs Santa Teresa acima. Quantos apostolados e vocações se findaram por causa da falta de obediência.

Talvez alguns ainda digam que têm a consciência limpa. Mas será que está limpa mesmo? O Cardeal Ratzinger tratou da questão da consciência:

“Ficam evidentes dois critérios para discernir a presença de uma autêntica voz da consciência: ela não coincide com o desejo ou gosto pessoal e não se identifica com o que é mais vantajoso do ponto de vista social, com a aprovação do grupo ou com as exigências do poder político e social.” (Ratzinger - Ser Cristão na Era Neopagã)

É por isso que é importantíssimo fazer uma séria reflexão. Santa Teresa diz que Jesus não permitirá que o demônio perca uma alma que tenha obediência e consciência limpa. Mas muita gente pode estar com seguindo uma falsa voz da consciência. De acordo com o que vimos Ratzinger falar, a voz da consciência não é a voz da minha vontade. Nem sempre o correto vai vir de encontro à minha vontade. Muitas vezes colocamos como consciência limpa o que é na verdade mais cômodo para nós. Exemplo: um religioso escreve um livro e pede autorização do seu superior para publicar. Este diz que não deve publicar agora. O religioso, por sua vez, ao ver que a matéria do livro era importante para a salvação das almas, decide sair da comunidade religiosa para publicar o livro. Questão de consciência? Bom, não seria conveniência? Fama pelo livro publicado, dinheiro de vendas etc. Os santos buscavam sempre fazer da vontade do superior a própria vontade de Deus. A consciência era utilizada nas questões em que se manda fazer algo que é pecado.

A consciência ainda deve ser bem meditada por todos nós leigos que não temos voto de obediência. É claro que precisamos obedecer o pároco, coordenadores de apostolado (quando se faz parte de algum), mas como não temos a vida consagrada como um religioso, temos que buscar ter consciência reta. Exemplo: sair do emprego A para o B é algo bom ou vou apenas porque ganharei mais? Isso é importante meditar. Quando se segue a vida profissional somente focando no financeiro, esquece-se que determinado emprego pode te levar a pecar, a trabalhar em excesso te fazendo não ter tempo para a vida sacramental nem para a educação dos filhos etc.

Por fim, busquem andar com as duas asas: consciência limpa e obediência, mesmo sendo leigos. As vezes a gente pensa: não sou religioso, estou tendo uma oportunidade de crescimento pessoal... vou deixar esse negócio de Missa diária e ir somente nos domingos para focar no crescimento profissional. De maneira racional, ok. Mas guiado pelo orgulho, soberba, ganância etc. pode ser uma bela de uma armadilha do demônio. Portanto, limpe a consciência e, sempre que for possível, leve tua consciência à um sacerdote para que este pelo conselho ou mesmo pela obediência, te certifique da limpeza de consciência.

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Hoje se fala tanto de ciência, mas acredito que deveríamos baixar um pouco a bola da ciência e buscarmos um pensamento mais filosófico, racional, uma busca pela verdade (coerência).
Sobre a ciência contemporânea o Cardeal Ratzinger* (Bento XVI) disse: "deve ser considerada como falsa a aporia que nasce quando, em nome do progresso e da liberdade, se quer declarar como única lei da ciência aquela que impõe a realização daquilo que é tecnicamente possível, a lei dos resultados e a factibilidade técnica e quando, apelando para ela, se quer defender uma indevida instrumentalização da natureza."
Resumindo: a ciência hoje se limita ao que é possível (o que pode) fazer, enquanto deveria pensar também no dever (se deve ou não fazer isso). Esse "dever fazer ou não" é próprio do pensamento filosófico.
Mas qual a importância de debater isso? Talvez você ache que Ratzinger estava fazendo uma tempestade num copo d'água. Então vamos aos exemplos:
1) BOMBA ATÔMICA. É possível manipular elementos da natureza e construí-la? Sim, é possível. DEVEMOS fazer isso?
2) ARMAS QUÍMICAS. É possível? Sim. Devemos?
Os exemplos são muitos. Os cientistas podem anunciar várias coisas, mas devemos nos perguntar se determinada manipulação da natureza deve ser feita ou não, uma vez que trará consequências enormes.
Os mais "inocentes" dizem: "Mas Anderson, você é um professorzinho mequetrefe, e o fulano é um renomado pesquisador de Havard. Se Havard diz que é bom, é bom".
Se tudo que os cientistas anunciarem como bom for de fato bom, você não pode julgar os nazistas por praticarem a eugenia. A eugenia é ruim? ÓBVIO QUE SIM! A EUGENIA FOI UMA DAS COISAS MAIS HORRENDAS DA HISTÓRIA. Mas ela tinha embasamento científico segundo alguns cientistas que defendiam a possibilidade de formar uma raça pura.
Se você endeusar a ciência sem nunca se questionar se aquilo é bom ou não, correr-se-á o risco de você defender as irmãs da eugenia somente porque tem algum embasamento científico. A ciência pode fazer muitas coisas do ponto de vista prático, mas devemos nos questionar sobre se deve ou não, sobre as consequências que tal descoberta trará, etc.
É por isso que Ratzinger diz na sequência da citação feita acima: "É preciso introduzir no lugar dessas falsas alternativas uma nova síntese entre ciência e sabedoria, na qual a pergunta sobre os aspectos parciais não sufoque a visão do todo e a preocupação com o todo não reduza a atenção aos elementos parciais."
Ps: ao fim do texto lembrei-me do problema da baixa natalidade de vários países europeus. A ciência inventou métodos contraceptivos - além do aborto - como uma grande novidade. Mas quem além da Igreja usou razão para falar das consequências? S. Paulo VI foi crucificado moralmente. Mas hoje vemos a objetificação da mulher e cidades europeias oferecendo dinheiro para casais terem filhos.
*Ratzinger. Ser cristão na era neopagã. Vol. 01.
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Por mais que sejamos dotados de livre arbítrio, isso não anula um fato: Deus tem uma vontade pessoal para cada um de nós. De maneira geral, Deus quer, como diz o Apóstolo, que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Podemos dizer de maneira resumida, usando uma fala de Deus no Antigo Testamento, que sua vontade de resume em: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lev. 19,2).

O problema é que muitas pessoas acham que a vontade de Deus é geral, não pessoal. A vontade de Deus é que sejamos santos, mas eu – diria o cristão do século XXI – serei santo do meu jeito, fazendo as minhas vontades. As pessoas acham que a vontade de Deus para nós é simplesmente não cometer os pecados mais grosseiros: não adultero, não me prostituo, não uso drogas, não cometo assaltos... Estou fazendo a vontade de Deus. E não é bem assim.

A vontade geral – universal, para usar o termo dito pelo Concílio Vaticano II – de Deus é que sejamos santos. Mas não ao nosso modo, mas ao modo de Deus. São Francisco de Assis e São Domingos foram santos, mas a vontade de Deus para cada um foi extremamente diferente. A vida franciscana foi e é diferente da vida dominicana. Assim nós vemos as diversas manifestações de santidade na Igreja: ordens, congregações, institutos, comunidades, confrarias, apostolados. Mas não somente isso. A própria vivência pessoal de cada um, a relação de cada um com Deus, é diferente. Deus quis que alguns franciscanos fossem mártires. Santo Antônio de Pádua, inspirado neste testemunho, torna-se franciscano para também ser mártir. Ao viajar para junto dos pagãos, fica doente e tem que regressar. A vontade pessoal de Deus para ele não era o martírio, mas sim o ser eloquente pregador do Evangelho.

No século XXI nós estamos cometendo a heresia – se assim posso definir – de dizer que Deus não tem uma vontade pessoal para nossas vidas. É claro que seria uma igual heresia eu dizer que Deus não respeita a escolha pessoal de cada um e/ou que somos marionetes; afinal, a Igreja já declarou ser heresia a doutrina da predestinação. Não somos predestinados; mas Deus tem uma vontade para nós, cabe a nós corresponder ou não.

Usemos a seguinte figura: você é um filho muito amado de seus pais. Desde cedo eles te colocaram em uma boa escola, deram uma boa educação. Eles queriam que você cursasse medicina; você, todavia, decidiu ser arquiteto. Os seus pais vão continuar te amando e respeita a sua decisão; mas isso não anula o fato de que a vontade dos pais era a medicina, não a arquitetura.

Com Deus acontece semelhante, embora o exemplo seja uma pálida visão da realidade. Deus quando nos criou nos deu dons, talentos, capacidades. Ele tem uma vontade pessoal para nós. Mas nós somos livres. Nós podemos escolher corresponder aos dons e talentos que Ele nos deu ou não. Se você tem talentos para exercer determinado ofício, mas decide seguir outro simplesmente pensando em um maior lucro, você estará fazendo sua vontade (ganhar mais dinheiro) e não a vontade de Deus. Se eu tenho uma vocação a determinada profissão e não a sigo, não sei dizer se peco gravemente; mas sei dizer que não serei aquilo que Deus sonhou que eu fosse.

Infelizmente, muita gente hoje dá a atenção indevida a alguns coachs, psicólogos, mentores e até psiquiatras, que embora se digam cristãos, olham a vida da pessoa apenas numa perspectiva naturalista. Eu tenho formação em coaching, mas comecei a me afastar um pouco da prática da profissão ao ver que alguns colegas católicos começavam a adentrar na “eulatria”, na busca da “minha vontade”, fazendo de si mesmo um Deus. A Inteligência Emocional – que eu gosto muito, diga-se de passagem – ao invés de ser usada para ajudar as pessoas a cumprirem o seu propósito de vida – aquele inscrito por Deus no coração de cada um – passou a ser usada para fazer as pessoas a conquistarem a sua própria vontade. Segundo alguns místicos, como Santa Faustina, podemos ver que o remorso de consciência é uma forma de Deus nos falar que determinada coisa é errada, não é a vontade de Deus. Hoje, não são poucos os que tratam isso como “pensamento limitante” e usam de técnicas para fazer com que as pessoas cheguem aonde elas querem, abafando a voz de Deus.

Se você é cristão, de maneira especial Católico, deve saber o seguinte: Jesus nos ensinou a oração do Pai Nosso. Nesta oração nós pedimos duas coisas interessantes:

1)      Seja feita a Vossa vontade assim na terra como no Céu.

2)     Livra-nos do mal.

Esses dois pedidos, para quem reza com verdadeira fé, fazem com que Deus entre na nossa vida para que se faça a vontade d’Ele, não a nossa.

No Céu tudo está ordenado. Todos amam e adoram a Deus. A vontade de Deus deve acontecer na terra também. Se no Céu todos são o que Deus queria (quer), na terra devemos ser o que Deus quer. É isso o que rezamos no Pai Nosso. A cartilha de alguns dos profissionais citado (eu disse alguns) é essa: seja feita a minha vontade, porque eu sou o senhor da minha vida; pois eu posso fazer qualquer coisa que eu quiser.

Além disso, o pedido de nos livrar do mal pode ser entendido de duas maneiras. O mal é o demônio. Lembro-me que o saudoso exorcista Padre Gabrielh Amorth lembrava que outrora essa parte da oração traduzia-se e rezava-se como “livra-nos do maligno”. Portanto, pedimos para que Deus nos livre da ação do demônio. Mas também podemos entender como um pedido para que Deus nos livre de tudo aquilo que for um mal para nossa alma. E não poucas vezes a nossa vontade é um mal. Ora, pedir para Deus que nos livre do mal é quase sempre pedir para que Ele nos livre da nossa vontade própria.

Portanto, diante dos insucessos da vida, das contrariedades, não blasfeme contra Deus perguntando “Por que tudo dá errado na minha vida?”; afinal, pode ser apenas que a tua vontade não se realizou porque se aquilo que você tanto queria se realizasse seria um grande mal para você.

Para evidenciar isso basta ver quantas pessoas insistiram em determinadas coisas. As vezes orava e vinha um sentimento de que não devia prosseguir. Meditava e via que talvez não fosse um bom caminho. Mas tratou tudo num naturalismo doentio “é pensamento limitante” e prosseguiu. Conheço pessoas que se afundaram no pecado. Abandonaram a Deus. Ganharam o mundo, mas pode ser que tenham perdido a alma.

Eu sempre digo que se alguém reza o Pai Nosso com fé, tem a certeza de que Deus vai intervir. Talvez quantos namoros que não deram certo não foram respostas de Deus a nossa oração “livra-nos do mal”. Assim digo o mesmo em relação a empregos, cargos, concursos, empresas, amizades, etc.

Você não sabe do futuro. Conta-se que um homem procurou São Padre Pio para dizer que queria se tornar frade. Ele então contou-lhe que iria ingressar nos Franciscanos Conventuais. São Padre Pio, famoso pelo dom de ciência que tinha, olhou para aquele homem e disse que se quisesse ser conventual, podia ir, mas sem sua benção. O homem, pasmo, então disse que seria capuchinho. Padre Pio deu sua benção. Para os naturalistas Padre Pio apenas puxou para si a sardinha, uma vez que era Capuchinho. Mas o fato é que pouco tempo depois, o convento dos frades conventuais que aquele homem ingressaria, pegou fogo e houve grande ruína. Deus apenas o livrou de um mal.

Aí alguém deve perguntar: por que Deus deixou o convento pegar fogo? Ora, a vontade de Deus – e entra também em jogo a permissão de Deus – é diferente para cada pessoa. Deus quis livrar aquele vocacionado, mas não os frades. Porque entra em jogo uma coisa que os cristãos do século XXI também negam: as aparentes desgraças, também podem ser graças nos desígnios de Deus. Santo Tomás diz que de um mal Deus pode tirar um bem. Já o Apóstolo São Paulo afirma que TUDO concorre para o BEM daqueles que amam a Deus. Os naturalistas acham que esse tudo é “tudo vai me ajudar a ter sucesso”. Mas não é isso. O nosso bem é a santidade. Portanto, o tudo aqui se refere as coisas ruins ou boas... Tudo vai me ajudar a chegar ao Sumo Bem que é Deus; tudo me concorre para que sejamos santos.

Santa Catarina de Sena é enfática em sua doutrina ao afirmar que tudo que nos acontece, que Deus quer, permite ou manda, até mesmo as tentações do diabo, visa como fim a nossa santificação. Há muita gente perdendo a fé porque aconteceram dificuldades por causa da pandemia; mas não só a pandemia, como toda a dificuldade em torno dela, Deus o permitiu como o fim da nossa santificação.

Nós precisamos parar um pouco com a autoajuda e passarmos a ler a vida dos santos. Teve um período da minha vida em que só me aconteciam aparentes desgraças: namoro que não progredia e findou de maneira melancólica, projetos profissionais arruinados, quase tudo dava errado. Como eu era coach (ou sou, pelo menos de formação) estava a me atualizar com algumas leituras. E um dos autores era protestante aderente da teologia da prosperidade. E uma das coisas que ele falava, desfigurando a originalidade do que Jesus disse, é que Jesus veio para nos dar vida em abundância, e vida em abundância é ser abundante em todas as áreas da vida. Logo eu comecei a entrar em crise: minha vida amorosa uma porcaria, financeira pior ainda. Comecei a achar meu tempo dedicado a missão um tempo perdido. O problema, caríssimos, é que essa galera olha a vida – e consequentemente a relação com Deus – uma busca incessante pelo sucesso e pelo dinheiro. Sou abençoado se sou rico. Sou abençoado se os bens se multiplicam. Se não sou rico, não estou sendo fiel ao meu propósito. Ledo engano.

Bom, comecei a ter a cabeça no lugar quando ganhei o livro Fontes Franciscanas – mas não por causa de Francisco, pois comecei a sentir horror ao fato daquele homem rico dar tudo que tinha aos pobres e se tornar um pobre. Nos dias de hoje os coachs e psicólogos diriam que São Francisco era um homem com pensamentos limitantes e escrúpulos com dinheiro. Mas a leitura dos escritos do Beato Egídio me acalmaram. Pouco tempo depois, em meio as meditações lembrei-me do grande São Luís Maria Grignion de Montfort. Para quem não sabe, embora tenha sido um grande santo, tendo até experiências místicas, humanamente falando ele foi um fracassado: diversas dioceses o proibiram de pregar; durante sermões, era interrompido por padres que não gostavam dele e mandavam-o se calar. Deus o inspirou a fundar uma Congregação, mas não conseguia discípulos. Um dia apareceu um jovem disposto a segui-lo para ser seminarista. O jovem pediu apenas o burrinho que o santo usava como transporte para avisar aos pais. Passou as horas e ele percebeu que na verdade havia sido roubado. Portanto, embora tenha feito grandes coisas por Deus e pela Virgem Maria, a vida de São Luís é marcada pelos insucessos. Mas estes insucessos foram usados por Deus para santifica-los de alguma forma. Para quem pede com sinceridade que se faça a vontade de Deus, ela se fará – mesmo nos contrariando.

Mas nós somos muito falsos na oração. Se vamos à uma entrevista de emprego, dizemos: “que eu só fique aqui se for tua vontade, Senhor. Se não for um bom lugar, que eu não seja chamada”. Passada uma semana sem o retorno da empresa, logo murmuramos: “Por que, Deus?” Eu sei que é difícil entender isso. Naquela crise que eu passei e citei brevemente aqui, também não entendia. Mas peço apenas este ato de fé: lance-se na vontade de Deus. Ela é o que nos trará a verdadeira felicidade.

Por fim, caríssimos, quero que fique frisado em vossos corações: Deus tem uma vontade. Cabe a você segui-la ou não. Busque a sua vocação. Mesmo você leigo, que está no mundo, reze e peça iluminação ao Espírito Santo: qual é a vossa vontade para minha vida? Qual meu lugar no mundo? Ilumina-me na vida profissional, familiar, afetiva, etc. Você pode seguir a própria vontade. Mas isso não exclui o fato que Deus tem uma vontade para nós. Por isso, insisto, reze e medite. Veja os teus talentos pessoais. Para mais uma imagem – perdoem-me pela pobreza das imagens que uso – uma pessoa com habilidade nos pés, que sabe jogar futebol muito bem, não pode querer ser nadador somente porque é sua vontade. Nós podemos ser treinados a realizar as coisas com certa perfeição. Mas a perfeição da execução só virá juntamente com a felicidade e paz de alma quando estiver unida a vontade de Deus.

Que a exemplo da Virgem Maria, possamos dizer livremente: Faça-se em mim segundo Vossa Palavra!




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Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!

 


Um dos maiores santos do século XX, senão da história da Igreja, foi o frade capuchinho conhecido como São Padre Pio de Pietrelcina. Este santo é conhecido não somente pela vida austera e oferta a Deus, mas pelos grandes milagres realizados através de suas orações e de um dom peculiar: perscrutar corações. Ao confessar seus penitentes, não poucas vezes o fiel não precisava abrir a boca, afinal Padre Pio, por graça de Deus, lia a alma da pessoa e falava quais haviam sido os seus pecados. Portanto, no santo de Pietrelcina era abundante o dom de ciência. Ele era íntimo de Deus e tinha grandes revelações.

O problema é que passados alguns anos as pessoas têm usado a figura – os dons, melhor dizendo – de Padre Pio para defender teses um tanto quanto alheias a fé. Como São Padre Pio tinha fama de altíssima santidade – como realmente tinha – e um dom de ciência muito apurado, não falta gente defendendo ideias usando em sua defesa “mas Padre Pio, quando vivo, aprovava.”

Para facilitar o entendimento, citarei um caso específico: supostas aparições de Nossa Senhora em Garabandal (Espanha). Para quem não sabe, a Igreja afirma que quem decide sobre veracidade ou não de aparições é o Bispo local da diocese em que supostamente os fenômenos ocorreram. Acontecem que todos os Bispos, do titular da época das aparições na década de 60 até o atual, negaram os fenômenos sobrenaturais. A Congregação para a Doutrina da Fé, consultada por um dos Bispos, reiterou a posição de que a decisão devia ser do Bispo; logo, prosseguiu o entendimento de que os fenômenos ocorridos em Garabandal não foram sobrenaturais.

E o que Garabandal tem a ver com São Padre Pio? Ora, não falta defensores de tal aparição justificando a negativa da Igreja com um “mas Padre Pio disse que em Garabandal era Nossa Senhora que aparecia”. Ora, é preciso entender a fé católica. São Padre Pio era santo, mas ele não detinha o poder das chaves, dadas ao Papa (Cf. Mateus 16,17-18). O Concílio Vaticano I proclamou o dogma da infalibilidade Papal. É o Papa que ao seu pronunciar solenemente tem a infalibilidade.

Partindo do pressuposto de que São Padre Pio disse que as aparições de Garabandal era Nossa Senhora (pressuposto, porque alguém pode ter inventado. Eu disse pode, não afirmei que foi), nós temos um confronto de afirmações: de um lado Padre Pio afirmando que era Nossa Senhora; de outro, a Igreja afirmando que não era Nossa Senhora. A qual afirmação seguir? As Sagradas Escrituras dizem:

“A IGREJA É COLUNA E SUSTENTÁCULO DA VERDADE” (1Tim 3,15)

Ora, é a Igreja que tem o poder de declarar a verdade de fé. E se formos olhar a vida e os escritos de Padre Pio, em fontes confiáveis, nós podemos ver um homem que cria nessa verdade: devemos obedecer a Igreja, que é coluna e sustentáculo da verdade.

Por mais que uma pessoa seja santa e cheia de dons, não faz ela estar acima da Igreja. Certa vez o Padre Paulo Ricardo afirmou que Santa Catarina de Sena teria tido uma visão de Nossa Senhora dizendo que ela (Nossa Senhora) não era imaculada. Ora, essa visão foi produto da mente de Santa Catarina ou ilusão do demônio, uma vez que a IGREJA decretou, por meio do Papa Pio IX, o dogma da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem.

Em quem crer: na visão da santa de Sena – realmente santa e proclamada doutora da Igreja, diga-se de passagem – ou na Igreja que proclamou um dogma sobre o assunto? É óbvio que na Igreja!

Da mesma forma, não só em relação à Garabandal, mas em diversos outros temas, quando o único argumento a favor de determinada situação for “Padre Pio apoiava”, fique com a Igreja (caso esta tenha se posicionado).

Nenhum santo, por mais inteligente ou com dons sobrenaturais, se é verdadeiro santo, se coloca acima da Igreja. Santo Tomás de Aquino e Santa Teresa de Ávila são exemplos disso. Embora santos, doutores, sábios, místicos... Nos seus escritos haviam termos de aviso semelhantes a este: submeto o que escrevo ao juízo da Santa Igreja. Se escrevi algo contrário ao que ensinar a Igreja, revogo tudo o que disse.

Nenhum santo fica com suas ideias ou supostas revelações quando Aquela que recebeu a missão de transmitir a verdadeira revelação se pronuncia: Roma Locuta, causa finita est. Roma falou, a causa encerrou! – Como diria Santo Agostinho.

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